quinta-feira, 24 de junho de 2010

CATÓLICOS E PROTESTANTES - UMA DIFERENÇA QUE FAZ DIFERENÇA – (CATÓLICA) – ECLESIOLOGIA 14


Saturday, 26 de September de 2009, por sidnei
UMA DIFERENÇA QUE FAZ DIFERENÇA – (CATÓLICA) – ECLESIOLOGIA 14

É ilusório afirmar que queremos Cristo, não a Igreja. Cristo e a Igreja são de fato inseparáveis. Crer em Cristo significa aceitar o que ele ensinou, instituiu e mandou. Se queremos apenas Cristo, mas não sua Igreja, que faríamos com tão grande número de textos inspirados do Novo Testamento que nos falam precisamente da Igreja e de sua necessidade: Quem nos daria os Sacramentos que o Senhor nos deixou? Que fariam os apóstolos que Jesus convocou, nomeou e enviou? O NT nos apresenta a Igreja como Corpo de Cristo ou sua Esposa. Pretender um Jesus sem seu Corpo seria como querer uma Cabeça sem Corpo ou um Esposo sem Esposa.
Querer Cristo sem a parte visível e social de sua Igreja seria ignorar a missão de Jesus e a natureza da Igreja. Mas ver na Igreja de Cristo só o elemento perceptível e humano, seria desconhecer o Verbo que se fez carne e habitou entre nós.
Quando anunciamos amar a Igreja, declaramos nossa afeição a uma realidade complexa na qual se fundem inseparavelmente elementos divinos e humanos (LG nº 8a). A Igreja é este conjunto ao mesmo tempo humano e divino. É essencial saber discernir nesta complexa realidade aquilo que é humano e o que é divino.
O Logos como tal, ou a natureza divina encarnada em Jesus de Nazaré, era invisível para os que viviam ou estavam com ele. Tão invisível que seus adversários o mataram. Se o tivessem reconhecido, “não teriam crucificado o Senhor da glória” (1Cor 2,8). O que se via ou percebia era sua natureza humana, em tudo igual à nossa, que ocultava sua natureza divina, indiscutivelmente a parte mais importante do Senhor, mas unicamente reconhecível e amável à luz da fé. Porém, sem a natureza humana de Jesus não teríamos nem a Encarnação nem a Redenção. É uma atrevida analogia que nos pode ajudar a conhecer as dificuldades de nossas relações de afeição e amor com a Igreja, também ela, como no caso do Verbo Encarnado, simultaneamente humana e divina, com o elemento divino tão bem escondido que pode ser ignorado ou até desprezado, como de fato também se deu com o Senhor Jesus.
Tentaremos meditar agora sobre a Igreja, que o Senhor Jesus proclamou “minha’ e que de fato também é “nossa”. Seja esta reflexão sobre “minha Igreja” motivo para discernir melhor e assim conhecer, respeitar e amar também sua parte humana; e causa para crescer sem medida na ágape com que o Pai nos quis quando nos enviou seu Filho Único a fim de ser nosso Mestre, Salvador e Pastor.
São Boaventura em seu Itinerário da mente para Deus, em 1259: “E agora te peço, leitor, que ponderes mais a intenção do autor que sua obra, mais o conteúdo que as negligências de estilo, mais a verdade que a elegância da frase, mais a vivência que a erudição. Por isso, eu te rogo não percorrer rapidamente esta série de meditações, mas de lê-las com morosa reflexão”. E valha também a recomendação que o Doutor Seráfico deu na introdução do mesmo livro: “Ninguém creia que lhe baste a leitura sem a unção, a especulação sem a devoção, a investigação sem a admiração, a atenção sem a alegria, a atividade sem a piedade, a ciência sem a caridade, a inteligência sem a humildade, o estudo sem a graça divina, a pesquisa humana sem a sabedoria inspirada por Deus”.

A bibliografia deste estudo de ECLESIOLOGIA (Católica e Ecumênica) em brocos separados > é o seguinte:
:- Bíblia Sagrada – Antigo e Novo Testamento./ Introdução à Eclesiologia - Salvador Píe-Ninot - Editora Loyola / Minha Igreja - Frei Boaventura Kloppenburg, OFM - Editora Vozes / Unidade da Igreja – Ensaio de eclesiologia ecumênica - Elias Wolff - Editora Paulus / História Eclesiástica - Eusébio de Cesaréia, Nascimento 260-265 d.C. / Patrística, Editora Paulus / Padres Apostólicos - Clemente Romano/Inácio de Antioquia/Policarpo de Esmina/O Pastor de Hermas/Carta de Barnabé/Papias e Didaqué – Patrística - Editora Paulus/ Padres Apologistas - Carta a Diogneto/Aristides de Atenas/Taciano, o Sírio/ Atenágora de Atenas/Teófilo de Antioquia e Hérmias, o Filósofo – Patrística – Editora Paulus./ Reencarnação ou Ressurreição, uma decisão de fé – Renold J. Blank – Editora Paulus./ Apostila de Noções Gerais de Eclesiologia – Módulo Preparatório de 28 Ago 04 – Assessor Pe. Paulinho Adriano do Amaral Fernandes – Escola Diocesana de Teologia para Leigos “Pe Tito Cerasoli”, Diocese de Apucarana-PR./ Apostila de Iniciação à Eclesiologia – Fev 2007 – Assessor Pe. Paulinho Adriano do Amaral Fernandes – Escola Diocesana de Teologia para Leigos “Pe Tito Cerasoli”, Diocese de Apucarana-PR./ Sois um em Cristo Jesus – Pe. Antônio José de Almeida – Paulinas./ AG - Ad Gentes – Decreto sobre a atividade missionária da Igreja, do Concílio Vaticano II, de 12 Dez 1965./ CIC – Catecismo da Igreja Católica – Papa João Paulo II no dia 11 Out 1992./- DH – Dignitatis Humanae – Declaração sobre a liberdade religiosa, do Concílio Vaticano II, de 07 Dez 1965./- DS – Enchiridion Synbolorum – Coleção de documentos do Magistério da Igreja, puplicada por Denzinger e Schõnmetzer./- DV – Dei Vebum – Constituição dogmática sobre a revelação divina, do Concílio Vaticano II, de 18 Nov 1965./- GS – Gaudium et Spes – Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo de hoje, do Copncílio Vaticano II, de 07 Dez 1965./- LG – Lúmen Gentium – Constituição dogmática sobre a Igreja, do Concílio Vaticano II, de 21 Nov 1964./- MC – Mystici CorporiS – Carta Encíclica sobre o Corpo Místico de Cristo e nossa união nele com Cristo de Pio XII, de 29 Jul 1943./- PO – Presbyterorum Ordinis – Decreto sobre o ministério e a vida dos Presbíteros, do Concílio Vaticano II, de 28 Out 1965/- UR – Unitatis Redintegratio – Decreto sobre o Ecumenismo, do Concílio Vaticano II, de 21 Nov 1964./- UUS – Ut Unum Sint – Carta Encíclica de João Paulo II sobre o empenho ecumêncio, de 25 Mai 1995. 


CRISTÃOS E PROTESTANTES - A DIFICULDADE DE COMPREENSÃO E A NECESSIDADE DE COMPREENDER - ECLESIOLOGIA 13 (ECUMÊNICA)

Saturday, 26 de September de 2009, por sidnei
CRISTÃOS E PROTESTANTES - A DIFICULDADE DE COMPREENSÃO E A NECESSIDADE DE COMPREENDER - ECLESIOLOGIA 13 (ECUMÊNICA)
As Escrituras, a Tradição e o Magistério
                                    O contexto do pluralismo eclesial e as prática ecumênicas dos cristãos e das Igrejas oferecem elementos para a compreensão da Igreja na medida em que são interpretados à luz das Escrituras, da Tradição e das orientações dos pastores.
                                    As Escrituras
                                          Para as Igrejas, a Bíblia é a Escritura Sagrada, que revela a relação de Deus com a humanidade. O conteúdo central lhes é comum: Deus fez uma aliança com o Povo de Israel e revelou o seu projeto salvífico para toda a humanidade, e, esse projeto encontra em Jesus Cristo a plenitude de sua realização. As Escrituras são para a Igreja o referencial primeira da vida em comunhão porque constituem a norma primeira da fé.
                                          Eis por que há um vínculo estreito entre Escrituras e Igreja, uma co-naturalidade, de modo que o jeito de entender as Escrituras determina o jeito de ser Igreja. Por isso a Bíblia é fonte da eclesiologia. No caso de uma eclesiologia ecumênica, os desafios são maiores. Nem tudo na Bíblia é comum a todos os cristãos. Há controvérsias quanto a número dos livro revelados, à sua interpretação, à sua relação com a tradição oral, entre outros.

                                    A Tradição
                                          A Tradição exerce uma ação fundamental na compreensão da Igreja. Ela tem caráter dinâmico e pressupõe um duplo movimento, de recepção e de transmissão do evangelho. É o núcleo do ensinamento de Paulo aos Coríntios, ao tratar da Ceia do Senhor (11, 17ss) e da morte e ressurreição de Jesus Cristo ( 15,3). O evangelho da Paixão recebido por Paulo foi também por ele transmitido (15,3).
                                          No período sub apostólico, diversos fatores como a necessidade de ensinamento das novas comunidades e de combater o gnosticismo, levou à formulação de normas da vida cristã e eclesial de modo que a Igreja passou a definir a Tradição apostólica em termos mais precisos. Para Ireneu em todo o mundo recebeu uma só norma de fé (Ad Haeresis, 1,1), que mesmo nas diferentes tradições mantém um só conteúdo e significado: a pregação dos apóstolos, tal como depositada nas Escrituras e interpretada pelos seus sucessores, os bispos, no contexto da vida eclesial.
                                          A eclesiologia ecumênica fundamenta-se numa compreensão igualmente ecumênica do testemunho da fé vivida pelas primeiras comunidades cristãs, base para a busca da unidae entre as comunidades eclesiais atuais.                          
                                   
                                    O Magistério
                                          Há um grande distanciamento entre as Igrejas na compreensão da autoridade de ensinar, ou o “ofício do magistério”. Nas doutrinas ortodoxas e católica, a autoridade na Igreja é estrutural ao ser Igreja. A razão: a autoridade vem do próprio Cristo (Mt 16;18), é vontade Sua que alguns na comunidade definam, com a assistência do Espírito Santo, o modo correto de interpretar e viver seu evangelho.
                                          As Igrejas oriundas das reformas dos séculos XVI e XVIII, têm dificuldades para compreenderem essa doutrina (que a autoridade das pessoas que administram a Igreja seja proveniente de Deus), pois o ser humano, pecador na sua natureza, é incapaz de cooperar com Deus.
                                    Essas diferenças expressam divergências na eclesiologia e na compreensão do ministério ordenado na Igreja. A questão é complexa. E a perspectiva ecumência na compreensão da Igreja exige verificar se o papel do magistério pode ser afirmado como instrumento de unidade no mundo cristão.
                                    O diálogo entre as Igrejas vai além: Será um dia possível um modo comum de governo nas Igrejas? É inútil explorar essa possibilidade?
                                    As doutrinas e estruturas que fundamentam e expressam o modo de entender a fé cristã numa determinada tradição eclesial, não satisfazem as exigências de todos os que professam o nome de Jesus Cristo como Deus e Senhor. Para que as diferentes tradições encontrem convergência e possível consenso na expressão da verdade da Igreja, nenhuma pode contentar-se com o fato de que suas “verdades” não são observadas como tais por tantos que possuem outro modo de compreensão e vivência do evangelho. Surge aqui a consciência do diálogo como fundamental no testemunho e vivência da fé. Não para impor a própria verdade, mas para descobrir o melhor modo de, juntas, as diferentes tradições expressarem a verdade da única Igreja.

                                    A questão sobre o cânon da Bíblia divide católicos e protestantes. Tobias, Judite, 1 e 2 Macabeus, Sabedoria, Sirácidas, Baruc, Daniel 3, 25-90 e capítulos 13-14, são livros contestados pelo protestantismo. Mas muitos desconhecem a história da canonicidade dos livros sagrados e julgam e estabelecem sem saber da história dos Rabinos em Jamnia no Segundo Século, o cânon restrito da teologia farisaica, os concílios de várias épocas, uma das primeiras testemunhas que foi Santo Atanásio (367) com seu esforço para estabelecer o cânon das Escrituras, os sínodos africanos de 393 e 397, confirmados depois pela carta do Papa Inocêncio I (450), e A doutrina Cristã, de Santo Agostinho, confrontando todos estes testemunhos e outros com a autoridade de São Jerônimo e alguns outros.
                                    Assim o potencial que a Palavra tem de gerar comunhão é enfraquecido pelo espírito divisionista das tradições eclesiais, a Bíblia, Palavra de comunhão, torna-se também ela fator de divisão.
                                    Um método ecumênico para o estudo da Bíblia torna-se condição para compreendê-la em profundidade. Ele contribui para que as divergências de interpretação se transformem em possibilidades de diálogo e de convergência. O objetivo fundamental de uma hermenêutica ecumênica das Escrituras é ajudar as Igrejas a estabelecerem consensos acerca da mensagem bíblica enquanto: lugar de encontro “de todo o que crê” (Rm 1,16); instrumento de união “para conseguir a unidade que o salvador quer para todas as pessoas” (UR 212). Ao se compreender a Palavra de Deus, compreende-se a Igreja de Deus.

                                    O MAGISTÉRIO
                                    Os resultados do diálogo entre as Igrejas mostram que elas concordam com a necessidade de um ministério de supervisão do ensinamento e de coordenação da vida eclesial. E ninguém pode negar que todas as instituições tem uma organização ou alguém com autoridade para estabelecer a unidade entre seus membros.
                                    Para católicos e anglicanos esses meios são, sobretudo, “a referência às Escrituras, aos símbolos da fé, aos pais e às definições dos concílios da Igreja primitiva”.
                                    Mas há divergências sobre a “autoridade magisterial” na Igreja, em especial no contraste a precisão católica em identificar os bispos, unidos ao papa, como os “mestres da fé” e as tradições protestantes que apresentam uma multiplicidade de mestres: pastores, visitadores, faculdades de teologia, sínodos e concílios.
                                    A questão é complexa. Quando se pergunta sobre qual é o conteúdo normativo e unificante da fé cristã que serve como guia para todos os cristãos, surge a questão sobre quem possui autoridade para testemunhar e ensinar esse conteúdo e como essa autoridade é exercida, permitindo que as Igrejas separadas cheguem, um dia, à comunhão no que é central na fé cristã.
                        Todos os cristãos devem entender que toda autoridade na Igreja pertence, primeiramente, a Deus Pai, que habilita a Igreja para proclamar a verdade revelada em Jesus Cristo. Mas não deve se esquecer e tem sempre consciência que o Pai confia a Igreja ao seu Filho para que a conduza à perfeição da koinonia a fim de que Deus seja “tudo em todos”.  O Filho transmite essa autoridade aos seus discípulos para a missão de pregar, curar (Lc 9, 1-2; 10,1), divulgar o evangelho (Mt 28, 18-20), de modo que “o exercício da autoridade na Igreja deve ser reconhecido e aceito como um instrumento do Espírito de Deus para a cura da humanidade”.

A bibliografia deste estudo de ECLESIOLOGIA (Católica e Ecumênica) em brocos separados > é o seguinte:
:- Bíblia Sagrada – Antigo e Novo Testamento./ Introdução à Eclesiologia - Salvador Píe-Ninot - Editora Loyola / Minha Igreja - Frei Boaventura Kloppenburg, OFM - Editora Vozes / Unidade da Igreja – Ensaio de eclesiologia ecumênica - Elias Wolff - Editora Paulus / História Eclesiástica - Eusébio de Cesaréia, Nascimento 260-265 d.C. / Patrística, Editora Paulus / Padres Apostólicos - Clemente Romano/Inácio de Antioquia/Policarpo de Esmina/O Pastor de Hermas/Carta de Barnabé/Papias e Didaqué – Patrística - Editora Paulus/ Padres Apologistas - Carta a Diogneto/Aristides de Atenas/Taciano, o Sírio/ Atenágora de Atenas/Teófilo de Antioquia e Hérmias, o Filósofo – Patrística – Editora Paulus./ Reencarnação ou Ressurreição, uma decisão de fé – Renold J. Blank – Editora Paulus./ Apostila de Noções Gerais de Eclesiologia – Módulo Preparatório de 28 Ago 04 – Assessor Pe. Paulinho Adriano do Amaral Fernandes – Escola Diocesana de Teologia para Leigos “Pe Tito Cerasoli”, Diocese de Apucarana-PR./ Apostila de Iniciação à Eclesiologia – Fev 2007 – Assessor Pe. Paulinho Adriano do Amaral Fernandes – Escola Diocesana de Teologia para Leigos “Pe Tito Cerasoli”, Diocese de Apucarana-PR./ Sois um em Cristo Jesus – Pe. Antônio José de Almeida – Paulinas./ AG - Ad Gentes – Decreto sobre a atividade missionária da Igreja, do Concílio Vaticano II, de 12 Dez 1965./ CIC – Catecismo da Igreja Católica – Papa João Paulo II no dia 11 Out 1992./- DH – Dignitatis Humanae – Declaração sobre a liberdade religiosa, do Concílio Vaticano II, de 07 Dez 1965./- DS – Enchiridion Synbolorum – Coleção de documentos do Magistério da Igreja, puplicada por Denzinger e Schõnmetzer./- DV – Dei Vebum – Constituição dogmática sobre a revelação divina, do Concílio Vaticano II, de 18 Nov 1965./- GS – Gaudium et Spes – Constituição pastoral sobre a Igreja no mundo de hoje, do Copncílio Vaticano II, de 07 Dez 1965./- LG – Lúmen Gentium – Constituição dogmática sobre a Igreja, do Concílio Vaticano II, de 21 Nov 1964./- MC – Mystici CorporiS – Carta Encíclica sobre o Corpo Místico de Cristo e nossa união nele com Cristo de Pio XII, de 29 Jul 1943./- PO – Presbyterorum Ordinis – Decreto sobre o ministério e a vida dos Presbíteros, do Concílio Vaticano II, de 28 Out 1965/- UR – Unitatis Redintegratio – Decreto sobre o Ecumenismo, do Concílio Vaticano II, de 21 Nov 1964./- UUS – Ut Unum Sint – Carta Encíclica de João Paulo II sobre o empenho ecumêncio, de 25 Mai 1995.