segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Novo CD da Fraternidade O Caminho - Vestes de Santidade



Conheça também a Fraternidade O Caminho em sua região, acesse nosso site www.ocaminho.org.br

Fraternidade dos Pobres de Jesus Cristo , venha você conhecer!

domingo, 6 de dezembro de 2015

A CNBB está indo na contra mão da Igreja em seus depoimentos de contra testemunho em favor do PT.

Não doe para entidades que promovem o 

PT.  Corrente da teologia da Libertação está

instaurada na CNBB atual.

Doe para sua Paróquia, comunidade, grupo 

de oração, Fraternidades e grupos de 

Evangelização.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Meu corpo, Minhas regras - A Resposta


Em resposta a um vídeo onde artistas globais aparecem ironizando a gravidez da Santíssima Virgem Maria e inventando...
Posted by Padre Rodrigo Maria on Segunda, 16 de novembro de 2015


Meu corpo, Minhas regras - A RespostaEm resposta a um vídeo onde artistas globais aparecem ironizando a gravidez da Santíssima Virgem Maria e inventando mentiras sobre a tradução da bíblia. Este grupo de pessoas comuns como eu e você, produziram este vídeo amador.Posicionando-se também firmemente contra a proposta abortiva e os índices mentirosos para defendê-la. Se você entende que a vida de um bebê é inviolável e deve ser protegida em qualquer circunstância, assine esta campanha para mostrar seu repúdio à lamentável peça publicitária:http://www.citizengo.org/pt-pt/lf/node%3Anid%5D-repudio-campanha-abortista-atores-globaisCaso você não saiba do que se trata e queira tomar conhecimento do vídeo que originou este assunto, assita o vídeo e aproveite para marcar como não gostei. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OT1p4D7FtDMApoio Comunidade Católica Sal e Luz;Curta a página Padre Rodrigo Mariahttps://www.facebook.com.br/perodrigomaria
Posted by Padre Rodrigo Maria on Segunda, 16 de novembro de 2015





Em resposta a um vídeo onde artistas globais aparecem ironizando a gravidez da Santíssima Virgem Maria e inventando mentiras sobre a tradução da bíblia. Este grupo de pessoas comuns como eu e você, produziram este vídeo amador.
Posicionando-se também firmemente contra a proposta abortiva e os índices mentirosos para defendê-la.
Se você entende que a vida de um bebê é inviolável e deve ser protegida em qualquer circunstância, assine esta campanha para mostrar seu repúdio à lamentável peça publicitária:
http://www.citizengo.org/…/node%3Anid%5D-repudio-campanha-a…
Caso você não saiba do que se trata e queira tomar conhecimento do vídeo que originou este assunto, assita o vídeo e aproveite para marcar como não gostei.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=OT1p4D7FtDM
Apoio Comunidade Católica Sal e Luz;
Curta a página Padre Rodrigo Maria
https://www.facebook.com.br/perodrigomaria

terça-feira, 10 de novembro de 2015

II CONACAT

VALEU DEMAIS! Virginia, Carlos, Leonardo, Araceli, Guilherme e Elisa, VOCÊS foram Instrumentos da graça de Deus em Nossas Vidas Neste Primeiro Dia do Congresso Nacional Católico Digital. A espera valeu a pena, MESMO.
É Você? Conseguiu Assistir Como Palestras? Deixa seu comentário aqui. Amanhã a gente recomeça Às 21h (Horário de verão). Veja Toda Nossa Programação local Nenhum www.catolicoemrede.com.br e APROVEITE Como Palestras liberadas da Sala VIP. Emoticon sorriso   
Esperamos Você na Noite de terça-feira com hum nomo ritmo de palestrantes com orientações de super-IMPORTANTES Para Ajudar Rápido rápido você a consertar Tudo O Que esta de Cabeça Para Baixo na SUA vida. 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Hoje é celebrado o padroeiro do Brasil, São Pedro de Alcântara





REDAÇÃO CENTRAL, 19 Out. 15 / 08:00 am (ACI).- No mês de outubro a Igreja celebra não só a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, como também o padroeiro do país, São Pedro de Alcântara, cuja memória litúrgica é recordada neste 19 de outubro. Franciscano, o santo teve sua vida marcada pela penitência e mortificações.

Nasceu em 1499, em Alcântara, na Espanha, e desde pequeno cultivou a oração. Ele estudou na Universidade de Salamanca, onde descobriu sua vocação e decidiu entrar para a Ordem dos Franciscanos, embora seu pai desejasse que ele seguisse carreira na área de Direito.

Pedro foi ordenado sacerdote e se tornou exemplo de uma vida dedica à oração, ao jejum, ao desapego dos bens materiais e severo exercício de penitências e mortificações. Usava um hábito surrado e tinha poucas horas de sono por dia.

Ele se tornou superior de vários conventos, sendo um modelo em estrita conformidade com as regras da comunidade. Suas orações levaram muitos à conversão.

A fim de que os religiosos vivessem mais a mortificação, oração e meditação, são Pedro de Alcântara fundou o ramo franciscano de “estrita observância” ou “Alcantarinos”.

Entre seus amigos, se encontram São Francisco de Borja e Santa Teresa D’Ávila, de quem foi diretor espiritual e apoio nas reformas da Ordem das Carmelitas.

Aos 63 anos, em 1562, morreu de joelhos, dizendo as palavras do Salmo 121: “Que alegria quando eles disseram que ir para a casa do Senhor”.

Santa Teresa D’Ávilla disse que São Pedro de Alcântara apareceu após sua morte e disse: “Felizes sofrimentos e penitência na terra, que me conseguiram tão grandes recompensas no céu”.

Durante sua vida, sendo um notável pregador, foi o confessor do Rei Dom João III, de Portugal. Tornou-se, mais tarde, o santo de devoção da Família Real. Seu nome, Pedro de Alcântara, foi escolhido como nome de batismo dos dois imperadores do Brasil – Dom Pedro I e Dom Pedro II.

Foi Dom Pedro I quem solicitou ao Papa que proclamasse São Pedro de Alcântara como padroeiro do Brasil. E, assim foi feito, em 1826, pelo Papa Leão XII.

Confira a seguir a oração a São Pedro de Alcântara:

Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa proteção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.

De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.

Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Concede-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.

Lá dos céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!

Etiquetas: São Pedro de Alcântara, santidade, Padroeiro do Brasil, Igreja no Brasil, Igreja Católica, Franciscanos

Fonte:http://www.acidigital.com/noticias/hoje-e-celebrado-o-padroeiro-do-brasil-sao-pedro-de-alcantara-41418/

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

A Santa Missa em honra a São Miguel Arcanjo será 19:00 na Igreja São Marcos.

Boa tarde, amados!


Aqueles que irão se consagrar a São Miguel amanhã, por
 favor, informar a Leiga Laurena @laurenapinto para que 
possamos providenciar as fórmulas de consagração. As 
mesmas custam R$ 2,00 e serão entregues antes da Santa 
Missa. Daí a importância de todos aqueles que se 
consagrarão, chegarem antecipadamente ao local.

A Santa Missa em honra a São Miguel Arcanjo será 19:00 

na Igreja São Marcos. Paz e Bem!

"Ab hoste maligno defende me"



Bom dia, Irmãos! A Missa de Solenidade ao nosso Arcanjo 

São Miguel acontecerá dia 29 de setembro, a partir das 

19hs, na Igreja São Marcos. "Suplicantes te pedimos, 

levantai um Exército de almas adoradoras na terra 

abrasadas de amor a Jesus Eucarístico". Paz e bem!




Oração do Dia 29 de Setembro - Terça-feira Glória dos santos Anjos MIGUEL, GABRIEL E RAFAEL

Oração do Dia 29 de Setembro - Terça-feira

Glória dos santos Anjos MIGUEL, GABRIEL


E RAFAEL 

«Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço 


dos anjos e dos homens, fazei sejamos protegidos na 

terra por aqueles que vos servem no céu. Por Nosso

 Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do 

Espírito Santo.»


Festejo de Nossa Senhora Aparecida 02 a 12 de Outubro , Vila São Luís , Paço do Lumiar , Maranhão


Ministério de Comunicação da RCC Maranhão participa de lançamento do Plano Nacional de Outorgas de emissoras comunitárias.

Ministério de Comunicação da RCC Maranhão participa de lançamento do Plano Nacional de Outorgas de emissoras comunitárias.
O lançamento nacional aconteceu em São Luís (MA) e representa um marco no processo de democratização da comunicação no Brasil.

Aconteceu nessa sexta-feira, 25/9, na capital Maranhense, o lançamento do Plano Nacional de Outorgas (PNO) para emissoras comunitárias, que contemplará 761 novas outorgas para todo o país. Assinou o plano o Secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica (SCE), Emílio José, órgão responsável pela outorga e acompanhamento de serviços de radiodifusão, que esteve em São Luís acompanhado pelo coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária, Samir Nobre e pelo Diretor do Ministério das Comunicações, Adolpho Loyola.

O lançamento nacional do edital beneficiará 761 localidades do Brasil, de todas as regiões do país e faz parte de um esforço pela democratização da comunicação, que motiva a criação de espaços comunitários de difusão de conhecimento e informação, onde as comunidades, sobretudo do Norte e Nordeste, possam ter acesso a direitos humanos básicos, o que inclui o direito a Comunicação.

A abertura do edital trouxe como novidade a desburocratização do acesso às outorgas, diminuindo de 33 para sete, o número de documentos necessários pleitearem a outorga de uma emissora comunitária.

A coordenadora do Ministério de Comunicação Social (MCS) da Renovação Carismática Católica (RCC) do Maranhão, radialista e pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Estratégias Audiovisuais na Convergência (GPEAC) da UFMA, Virgínia Diniz, tem acompanhado o processo desde a divulgação na imprensa, junto com o coordenador nacional do MCS da RCC Brasil, Airton Rocha. Ela esteve presente no Seminário e no lançamento do edital. “Sabemos que as rádios comunitárias, como o nome remete, não devem ser propriedade de grupos privados, seja de interesse político ou religioso, mas justamente por ser o espaço de toda a comunidade e de todas os grupos sociais, o que inclui a Igreja Católica, é importante que, como agente comunitário de comunicação, possamos ajudar esses futuras novas emissoras comunitárias. E, sobretudo, sabermos que também temos um espaço garantido por lei neles. Assim podemos acompanhar como participar dessas novas 29 emissoras, mas  também como ajudar 171 emissoras comunitárias já cadastradas na Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária), no caso do Maranhão”, reforça a radialista.

No Maranhão, após o lançamento do edital, o Governo do Estado promoveu um Seminário de Rádios Comunitárias - orientações para novas outorgas, com o objetivo de orientar as Associações interessadas em participar da concorrência para as outorgas. O Seminário contou com a parceria da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço). O MCS também participou do Seminário, com o intuito de poder ajudar e orientar os comunicadores para poderem ajudar os lugares onde a Igreja precisa participar. 

O discurso do acesso a mais desenvolvimento, partindo do acesso a Comunicação, foi reforçado pela citação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que reforça a Comunicação é elemento indispensável para garantir a dignidade humana. Ter acesso à saúde, educação e geração de renda, indicadores que regem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é importante, mas com acesso a Comunicação, essas reivindicações e outras necessidades também importantes para a comunidade, como segurança pública, educação ambiental e discussão sobre direitos humanos, tornam-se possível e acessível a todos.

Os agentes de Comunicação das Dioceses do Maranhão, podem pesquisar na lista dos municípios contemplados, as 29 comunidades que ganharão essas novas outorgas e assim, poderão monitorar de perto o processo.


Lista dos 29 municípios contemplados:
Água Doce, Alde Aldeias Altas, Alto Parnaíba, Amarante, Balsas, Barão de Grajaú, Cajari, Campestre, Codó, Colinas, Grajaú, Itapecuru, Itinga do Maranhão, Lago do Junco, Maracaçumé, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Paço do Lumiar, Penalva, Pio XII, Presidente Juscelino, Sambaíba, Santa Quitéria, Santo Amaro, São João Batista, São Luís, Tasso Fragoso, Timon e Tutóia. Afonso Cunha, Água Doce do Maranhão, Aldeias Altas, Araiose, Cajari, Centro Novo do Maranhão, Lago Grande do Maranhão, Marajá do Sena, Santana do Maranhão, São Raimundo do Doca e Santo Amaro.











Virgínia Diniz - (98) 98148 3366 Cel e Whatsapp
Coordenadora Estadual Ministério de Comunicação Social
Renovação Carismática Católica - RCC - Maranhão 
2014-2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Por que não somos idólatras



Por que não somos idólatras

O que diz o primeiro mandamento do Decálogo e por que as acusações de idolatria imputadas aos católicos não passam de ignorância e distorção das Escrituras

"Vocês são idólatras! Pois Deus proíbe que sejam feitas imagens. Está escrito...". E por aí vai. Raros são os católicos que nunca ouviram, ou leram, algo parecido vindo de protestantes; e, lamentavelmente, não são raros aqueles que se deixam incomodar por esse tipo de palavrório. O ódio às imagens, todavia, não é recente. Se olhamos para a História da Igreja, vemos que já nos séculos VII-VIII se ergueram os quebradores das imagens, os iconoclastas, que sucumbiram sob a verdadeira fé. Nos tempos modernos, levantando a mesma bandeira de guerra contra as imagens, os protestantes intentam apenas reviver das cinzas a iconoclastia, recorrendo, para tanto, às Escrituras, ainda que de modo superficial.
E o que dizem, quando querem acusar a Igreja Católica de idolatria? Antes de tudo, o refrão: "Está escrito...". E o que está escrito?
"Não terás outros deuses além de mim. Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que existe em cima dos céus ou debaixo da terra. Não te prostrarás diante dos ídolos, nem lhes prestarás culto, pois eu sou o Senhor teu Deus, um Deus ciumento" (Ex 20, 3-5a).
Pois bem, a Igreja Católica é fidelíssima ao primeiro mandamento, fidelíssima a esse trecho do livro do Êxodo que só pode ser entendido plenamente dentro de toda a Sagrada Escritura. Pois "também está escrito":
"Farás dois querubins de ouro polido nas duas extremidades do propiciatório: um de cada lado, de modo que os querubins estejam nos dois extremos do propiciatório" (Ex 25, 18-19. 37, 7).

"'Faze uma serpente venenosa e coloca-a sobre uma haste. Aquele que for mordido, mas olhar para ela ficará com vida'. Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e colocou-a sobre um poste" (Nm 21, 8-9).

"O altar do incenso devia conter certo peso de ouro refinado. O projeto também descrevia o carro dos querubins de ouro, que com as asas estendidas cobrem a arca da aliança do Senhor. Davi declarou: 'tudo isso me chegou num escrito da mão do Senhor'" (1 Cr 28, 18-19).

"No santíssimo, Salomão mandou instalar dois querubins de madeira de oliveira de dez côvados de altura [...]. Salomão revestiu os querubins de ouro. Mandou também esculpir, nas paredes em redor do templo, figuras variadas: querubins, palmas, cálices de flores [...]" (1 Rs 6, 23-38).

"Dentro e fora do Templo, em volta de todas as paredes internas e externas, tudo estava coberto de figuras, querubins e palmeiras" (Ez 21, 17-18).

"Estavam aí o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, toda recoberta de ouro, na qual se encontrava uma urna de ouro que continha o maná, o bastão de Aarão que tinha florescido, e as tábuas da aliança. Sobre a arca estavam os querubins da Glória, que com sua sombra cobriam a bandeja para o sangue da expiação" (Hb 9, 4-5).
E agora? Primeiro, Deus ordena não fazer imagens e, depois, ordena fazê-las. O que acontece? O problema é que Deus se contradiz ou que nós não O entendemos? Não podemos furtar-nos dessa questão.
Indubitavelmente, Deus não se contradiz – senão seria apenas mais um 'deusinho', "feito por mãos humanas" (Sl 113, 4), e não o verdadeiro Deus. O problema tem seu início quando a Bíblia é lida por meio de versículos isolados, sem a necessária unidade de toda a Escritura [1], e quando sua interpretação é submetida inteiramente ao leitor, posto como 'autoridade máxima' do exame bíblico. Tal problema é tão infesto que a própria Sagrada Escritura o denuncia. O episódio da tentação de Jesus no deserto, por exemplo, torna claro como é possível adulterar a palavra de Deus, dando-lhe uma interpretação completamente equivocada: o demônio abriu a Escritura e citou-a para tentar Jesus (cf. Mt 4, 6; Lc 4, 9-10). "Está escrito...", disse [2].
De fato, o uso da Sagrada Escritura para justificar as próprias ideias e interesses, mutilando-a e adulterando-a, gera sérias consequências e tem sido cada vez mais frequente. Lembremo-nos de Lutero – outrora monge católico – e seus seguidores. Esses mutilaram o cânon bíblico, retirando diversos livros de 'suas bíblias', e disseram o sola scriptura. Ora, foi da Escritura que retiraram tal lema e a lista dos livros que lá não deveriam permanecer? Desde a tentação de Jesus no deserto, passando por todas as heresias da História da Igreja até aos nossos dias, más intenções, mutilações e ignorância bíblicas têm nos acompanhado, fazendo a palavra de Deus 'padecer' uma verdadeira paixão em seu 'corpo' dilacerado pelas más interpretações.

Quanto à perícope do livro do Êxodo (20, 3-5a) e outras sobre as imagens, a proibição refere-se aos ídolos e, portanto, às imagens dos ídolos. Um ídolo é uma figura representativa de um deus falso, comum entre os povos pagãos. Diz o salmista: "Os ídolos das nações são prata e ouro, feitos por mãos humanas; têm boca e não falam, têm olhos e não veem, têm ouvidos e não ouvem, têm nariz e não cheiram. Têm mãos e não palpam, têm pés e não andam; da garganta não emitem sons" (Sl113, 4-8).
Quando Deus diz: "Não farás para ti imagem esculpida", a palavra utilizada para "imagem" étemunah (תְּמוּנָה), empregada justamente para falar dos ídolos, dos deuses pagãos, tanto que, na famosa versão dos Setenta – tradução do hebraico para a língua grega, feita nos séc. III-II a.C. –, a palavra é traduzida por eidolon (εἴδωλον), ídolo, com acepção muito diversa da palavra eikon (εἰκών), ícone.
Ou seja, "o primeiro mandamento condena o politeísmo. Exige do homem que não acredite em outros deuses além de Deus, que não venere outras divindades além da única" [3]. Ensina, ademais, o Catecismo: "A idolatria não diz respeito apenas aos falsos cultos do paganismo. Continua a ser uma tentação constante para a fé. Ela consiste em divinizar o que não é Deus. Há idolatria desde o momento em que o homem honra e reverencia uma criatura em lugar de Deus" [4]. A idolatria, por isso, pode ser de diversas formas. São Tomás de Aquino, ao comentar o primeiro mandamento, admoesta:
"'Não terás outros deuses diante de mim'. Para compreendê-lo é preciso dizer que os antigos de muitos modos transgrediam este Mandamento. Alguns, com efeito, prestavam culto aos demônios: 'Todos os deuses dos povos são demônios' (Sl 95,5). Este é o maior de todos os pecados, é horrível. Ainda hoje muitos transgridem esse Mandamento ao dar ouvidos aos adivinhos e sortilégios. Santo Agostinho ensinava que tais coisas não se fazem sem que se contraia algum pacto com o demônio: 'Não quero que vós tenhais sociedade com os demônios' (1Cor 10, 20) [...]. Outros cultuavam os corpos celestes, julgando serem deuses os astros [...]. Outros cultuavam os elementos inferiores: 'Tomaram o fogo, ou o vento (...) por deuses' (Sab 13, 2). Os homens que usam mal as coisas inferiores, amando-as excessivamente, caem no mesmo erro. Diz o Apóstolo: 'O avaro, o qual é um idólatra' (Ef 5, 5). Outros erravam cultuando homens, aves ou outros animais, ou a si mesmos [...]" [5].
Se queremos, portanto, entender o sentido real do primeiro mandamento, escutemos o Senhor – Aquele que é maior do que Moisés (Hb 3, 3) –, quando testado por um doutor da Lei: "O primeiro mandamento é este: 'Ouve, Israel! O Senhor nosso Deus é um só. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com toda a tua força'" (Mc12, 29-30; Mt 22, 37-38). Como se vê, com o dever de amarmos a Deus acima de tudo e com totalidade, sendo Deus um só, proíbem-se os ídolos, e as imagens enquanto ídolos. Não se trata, desse modo, de proibição sobre qualquer espécie de escultura, de pintura, de desenho etc., caso contrário a arte como um todo estaria proibida, além de fotografias e objetos de decoração.
Por conseguinte, para a Igreja Católica, as imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Sua Santíssima Mãe, dos Santos Anjos e dos Santos, não são ídolos e "o culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. Com efeito, 'a honra prestada a uma imagem remonta ao modelo original' e 'quem venera uma imagem venera nela a pessoa representada'. A honra prestada às santas imagens é uma 'veneração respeitosa', e não uma adoração, que só a Deus se deve" [6]. Uma carta escrita entre os anos de 726 e 730 d.C. ao ímpio Leão III, imperador iconoclasta, é resposta acertadíssima também aos iconoclastas modernos:
"E dizes que nós adoramos pedras, paredes e painéis de madeira. Não é assim como dizes, ó Imperador, mas para nossa memória e nosso estímulo, e para que nossa mente lerda e fraca seja dirigida para o alto por meio daqueles aos quais se referem esses nomes, invocações e imagens; e não como se fossem deuses, como tu dizes – longe de nós! De fato, não pomos nossa esperança nesses 'objetos'. E se é uma imagem do Senhor, dizemos: Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, socorre-nos e salva-nos. Se é da sua santa Mãe, dizemos: Santa mãe de Deus, mãe do Senhor, intercede junto ao teu Filho, nosso verdadeiro Deus, para a salvação das nossas almas! Se é do mártir, dizemos: Ó santo Estêvão, protomártir, tu que derramaste o sangue pelo Cristo, com tua liberdade de falar, intercede por nós! E para qualquer mártir que venceu o martírio, assim dizemos, elevamos semelhantes orações por meio deles. E não é verdade que chamamos os mártires de deuses, como dizes, ó Imperador" [7].
Infelizmente, muitos continuarão com uma impiedade desenfreada e tagarelando incompreensões. Deveras, muito mais seria necessário dizer sobre os abusos na interpretação da Sagrada Escritura e as acusações injustificadas feitas à Igreja Católica, provenientes em primeiro lugar da ignorância e, quem sabe, da má intenção; porém, é certo que quem não quer ouvir, não ouve. Que o Senhor tenha piedade de todos nós.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Referências

Cf. BENTO XVI. Verbum Domini, n. 39: "única é a Palavra de Deus que interpela a nossa vida, chamando-a constantemente à conversão. Continuam a ser para nós uma guia segura as expressões de Hugo de São Víctor: 'Toda a Escritura divina constitui um único livro e este único livro é Cristo, fala de Cristo e encontra em Cristo a sua realização'"; Catecismo da Igreja Católica, n. 112: "Com efeito, por muito diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é una, em razão da unidade do desígnio de Deus, de que Jesus Cristo é o centro e o coração, aberto desde a sua Páscoa".
A respeito desse fato, comenta Bento XVI: "O demônio mostra-se um conhecedor da Escritura, que sabe citar o salmo com rigor; todo o diálogo da segunda tentação aparece formalmente como uma discussão entre especialistas da Escritura: o demônio aparece como teólogo [...]. O debate teológico entre Jesus e o demônio é uma disputa de todos os tempos acerca da correta explicação da Escritura [...]" (Jesus de Nazaré. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2009, p. 46-47).
Catecismo da Igreja Católica, n. 2112.
Catecismo da Igreja Católica, n. 2113.
De decem praeceptis, a. 3; S. TOMÁS DE AQUINO. Os dez mandamentos. Niterói: Editora Permanência, 2014, p. 35-36.
Catecismo da Igreja Católica, n. 2132.
Denzinger-Hünermann, 581.

Fonte:https://padrepauloricardo.org/blog/por-que-nao-somos-idolatras?utm_content=bufferbf41b&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Eventos São Luís de 11 a 18 Ago de 2015



Congresso da RCC Maranhão encerra com chuva de pétalas para Nossa Senhora!
O evento que celebrou a vida e unidade da RCC do estado reuniu leigos, religiosos, diáconos, padres e bispos em um grande grupo de oração!

Encerrou nesse domingo, 3, o 9º Congresso Estadual da Renovação Carismática Católica (RCC) do estado do Maranhão, com o tema “Se vivemos pelo Espírito, andemos de acordo com o Espírito” (Gl 5,25), que reuniu centenas de carismáticos para um momento único que celebrou os 35 anos de vida carismática no estado. O evento aconteceu na capital maranhense, na Associação Cristo Rei, sede da RCC e teve como pregadores o Presidente da RCC Maranhão, João Luiz de Farias, a Presidente da RCC Brasil, Kátia Zavaris, o Presidente da RCC Rio de Janeiro, Vinícius Simões, o coordenador nacional do Ministério de Intercessão (MI) da RCC Brasil, Luiz César Martins, além da presença do Conselho Estadual RCC Maranhão.

O evento, que encerrou no dia em que a Igreja celebra o Dia do Padre, contou com a presença de religiosos e de diretores espirituais da RCC, Diocese de Brejo e o da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, respectivamente, padre Ribamar e o frei Júnior Batalha. No sábado, a missa foi presidida pelo Bispo da Diocese de Viana, Dom Sebastião Duarte, que durante a homilia, lembrou a fala dos Papas e reforçou: “Desejo que a Renovação continue tendo uma longa vida de corrente de graças para a Diocese de Viana – em alusão a suas ovelhas presentes e para toda a Igreja do Maranhão”.

Também estiveram no encontro, os primeiro diáconos permanentes da história da RCC, o ex-Presidente da RCC Maranhão, Diácono Francisco Camêlo e o diácono e Presidente da RCC Diocese em Coroatá, Gilson Conceição, ordenado nesse ano. E ainda, os diáconos permanentes da Arquidiocese de São Luís do Maranhão, Diácono Campos, fundador de um dos primeiros grupos de oração da RCC em São Luís e diácono Celso Bastos, mastro, instrumentista e também ex-coordenador do grupo de oração Doce Espírito e membro da Capelania Militar do Exército, 24º Batalhão de Caçadores. Diácono Celso recebeu na sexta-feira que antecedeu o Congresso, 31/7, a posse canônica, realizada durante a festa de Santo Inácio de Loyola. E durante seu testemunho, declarou: “Tudo começou em um grupo de oração!”.

A missa de encerramento foi presidida pelo Arcebispo da Arquidiocese de São Luís do maranhão e Presidente do Regional NE5, Dom José Belisário, que pediu aos carismáticos do estado que continuassem firmes em suas paróquias e comunidades paroquiais e eu que permanecessem unidos a Igreja. 


Virgínia Diniz - (98) 98148 3366 Cel e Whatsapp
Coordenadora Estadual Ministério de Comunicação Social
Renovação Carismática Católica - RCC - Maranhão 
2014-2015

terça-feira, 14 de julho de 2015

Culto aos Santos e suas imagens

Antes de mais nada é preciso distinguir um ícone de um ídolo. Ambos são imagens, mas são completamente distintas. Um ídolo (em grego, εἴδωλον, eidolon) é uma criatura que é colocada no lugar de Deus. Um deus falso. E isto é proibido pelo primeiro mandamento da lei de Deus.

Já o ícone (em grego, εἰκών, eikon), embora seja também uma imagem, uma criatura feita por mãos humanas, não é colocada no lugar de Deus, mas sim remete a Ele. Como uma janela que se abre para Deus.

Fica claro, então, que a primeira é proibida e a segunda não. No entanto, os protestantes radicalizam e condenam qualquer tipo de imagem, o que não resolve o problema, pois as imagens estão por toda parte: na esposa, no esposo, nos filhos, na natureza, etc., tudo pode ser janela transparente para louvor a Deus. Ou pode ser ídolo. Depende de como se olha para essas imagens. Diante de qualquer criatura há sempre uma escolha a ser feita: ícone ou ídolo? Para Deus ou no lugar de Deus?

O culto aos santos é lícito, pois até mesmo a Sagrada Escritura atesta isso, quando a Virgem Santíssima, em seu canto Magnificat, afirma: “Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada” (Lc 1,48) e o próprio Jesus Cristo por diversas vezes se refere às pessoas como sendo “bem-aventurados, felizes”. Ora, Ele mesmo está louvando tais pessoas, chamando a atenção para ação de Deus em tais criaturas. Esses são os santos.

Quando os católicos veneram um santo, o que fazem é tão somente louvar a Deus e agradecer por Ele usar seres humanos, frágeis, para realizar a Sua obra. No caso de um ícone, que recorda alguma criatura, a mesma regra se aplica.

Portanto, é licito venerar imagens, inclusive ajoelhar-se diante delas, falar com os santos diante das imagens, beijá-las, acender velas, oferecer flores, tudo isso é permitido. O II Concílio de Niceia é claro ao dizer que o culto prestado à imagem não se dirige a ela, mas sim ao protótipo, ou seja àquele que está no céu. Deus resplandece na sua glória naquela criatura.

Assim, ajoelhar-se diante de uma imagem da Virgem Santíssima pode ser considerado uma idolatria? Depende. Se ela for tratada como um ídolo, sendo colocada no lugar de Deus, sim. Mas, se ela for uma janela que conduz para Deus é tão somente o mistério do ícone: que conduz para o culto e o louvor a Deus na glória eterna que só a Ele pertence.

https://padrepauloricardo.org/episodios/culto-aos-santos-e-suas-imagens?utm_content=buffer208d0&utm_medium=social&utm_source=facebook.com&utm_campaign=buffer

Pequeno estudo sobre as traduções das obras patrísticas

Pequeno estudo sobre as traduções das obras patrísticas




 A importância das traduções patrísticas pode ser avaliada segundo perspectivas muito diversas. Sob o perfil estritamente filológico restituem, sobretudo, obras que se perderam nas suas línguas originais. O caso mais típico é aquele dos autores condenados, como Nestório, transmitido em siríaco e nas citações latinas de Facundo de Ermiane, enquanto algumas das suas homilias substituem em grego sob o nome de João Crisóstomo, Orígenes (em latim), Eusébio de Emessa (em armênio e em latim), Teodoro de Mopsuéstia (em siríaco e em latim), Severo de Antioquia (sobretudo em siríaco e em copta), Timóteo Eluro (em armênio). Mas existem muitas obras cujo original parece ter desaparecido por razões acidentais como Irineu, que subsiste em latim e em armênio, Metódio de Olimpo (em páleo-eslavo), Hipólito (em armênio e em georgiano) etc.

Em outros casos as traduções restituem recensões melhores, ou simplesmente mais antigas, em relação aos testemunhos conservados em tradição direta. Por exemplo, em copta não se traduz mais do grego a partir da invasão árabe (século VII) ou talvez até antes; as traduções etiópicas do grego são anteriores ao século VII; as traduções armênias “helenófilas” remontam provavelmente ao século VI; manuscritos excepcionalmente antigos subsistem em siríaco (de Theophania e de outras obras de Eusébio de Cesareia existe um códice do ano 411), e em latim se transmitem, por exemplo, algumas traduções feitas nos ambientes de Cassiodoro próximo do fim do século VI (João Crisóstomo, In ep. Ad Hebraeos; Fílon de Carpasia, In Canticum, canticorum etc.).

Além disso, o processo de tradução tem um indubitável valor cultural, na medida em que representa, ao menos em um primeiro momento, a importação de conceitos teológicos novos, para os quais se torna frequentemente necessário encontrar equivalentes e também adaptações, com efeitos propulsores sobre uma determinada cultura literária. Esse processo de elaboração cultural é evidente, por exemplo, no De Deo de Eznik de Kolb, que retoma e sintetiza uma longa série de fontes que talvez o próprio autor traduziu para o armênio. Mas não se pode esquecer as discussões provocadas em latim e em siríaco pela terminologia trinitária e cristológica grega (hypostasis, physis, ousia), os audazes neologismos de Tertuliano (sacramentum) ou também as polêmicas suscitadas nos tempos carolíngios, pela distinção entre proskynesis e latreia.

1. Árabe. Por alguns indícios parece verossímil que, no período pré-islâmico (séculos VI-VII), se tenha traduzido, de maneira ocasional, do siríaco e do grego, mas as primeiras traduções sistemáticas foram realizadas sobre modelos siríacos, em ambiente nestoriano ou monofisista, provavelmente na metade do século VII, pouco depois do nascimento do Islã. Durante o primeiro milênio se traduzem, sobretudo em ambientes melquitas, muitíssimas obras, também do grego, no Egito do copta, na Palestina do aramaico palestinense. A língua de chegada é um dialeto ainda relativamente pouco influenciado pelo standard dos textos clássicos muçulmanos, ao qual foi dado o nome de “árabe-cristão”. Algum escrito científico foi traduzido do pahlavi. Graças à expansão do Islã, o árabe, cujo conhecimento se difunde em todo o âmbito mediterrâneo, na Etiópia, no Oriente Médio, na Ásia central e no Cáucaso, torna-se modelo de traduções para outras línguas: georgiano, etiópico, armênio e, na Espanha, talvez por meio de intermediários ibéricos, para o latim. Seja recordado que a este último grupo de traduções se deve a chegada, ao Ocidente, da filosofia aristotélica que teve nos séculos XII-XIII uma incidência direta sobre as grandes sínteses da teologia escolástica.

2. Aramaico palestinense (ou aramaico cristão). Nesta língua utilizada no primeiro milênio pelas comunidades melquitas palestinenses subsistem algumas traduções patrísticas realizadas sobre modelos gregos.

3. Armênio. A partir ao menos dos inícios do século V até a Idade Média adiantada (século XII) se traduz um relevante número de textos de modelos siríacos e gregos. Alguns textos foram traduzidos do árabe depois da expansão do Islã (século VII). Para as traduções mais antigas admite-se uma periodização. Distinguem-se entre uma “idade áurea” (primeira metade do século V), uma “idade argêntea” (talvez na metade do século V, mas mais provavelmente de modelos gregos palestinenses, segundo um standard linguístico diverso daquele das traduções constantinopolitanas e asiáticas da idade áurea) e uma “idade helenófila”, caracterizada, com muitos delineamentos, por um literalismo muito acentuado (século VI). O armênio conserva muitas obras perdidas em grego, como os livos IV-V do Adversus haereses e a Epidexis de Irineu de Lion, alguns tratados autênticos e espúrios atribuídos a Fílon Alexandrino, homilias de Eusébio de Emessa, de Esíquio de Jerusalém e de Severiano de Gabala, a apologia Contra o Concílio de Calcedônia de Timóteo de Eluro, bem como fragmentos herméticos. De particular importância são as traduções dos antigos lecionários de Jerusalém, realizadas durante o século V. O armênio conserva também obras perdidas em siríaco, entre as quais se podem recordar textos autênticos e espúrios atribuídos a Efrém (os comentários ao Gênesis, ao Diatessaron, aos Atos dos Apóstolos, às epístolas paulinas, vários hinos entre os quais se destaca o Memre para Nicomédia).

4. Copta. Na primeira metade do século III, em concomitância com a criação do alfabeto, começa-se a traduzi do grego para uma língua que apresenta numerosas variantes “dialetais”. Remontam provavelmente a esta fase alguns textos de origem asiática: o De anima et corpore e o De Pascha (de Melitão de Sardes) e a homilia pseudobasiliana De templo Salomonis. No século IV observa-se uma descontinuidade, quando se começa a utilizar o saídico para traduzir muitos textos dos grandes autores patrísticos, em particular o de origem alexandrina. As traduções do grego cessam com a invasão árabe (século VII), ou talvez também antes. No século VII, depois da invasão islâmica, se traduz do copta para o árabe. Entre os textos de singular importância que se conservam em copta, além de obras propriamente patrísticas, como extensos fragmentos das cartas festais de Atanásio (perdidas em grego), são recordadas as obras gnósticas descobertas em Nag Hammadi e os textos maniqueus de Medinet Habu.

5. Etiópico. No século IV, enquanto se encaminha a cristianização do reino da Etiópia, com capital em Askum, inicia-se uma consistente atividade de tradução, frequentemente muito literalista, de modelos gregos. Entre as obras traduzidas neste período, que se estende até o século VI, assinalam-se, ao lado de muitos textos extracanônicos, o Qerellos, isto é, uma particular recensão dos atos do Concílio de Éfeso (431), e uma recensão pouco estudada do Fisiólogo. Depois vem um período de silêncio, do qual restam só poucos testemunhos numismáticos e grafites, que se encerra com a dinastia salomônida, quando floresceram as traduções do árabe. No século XV, talvez por meio de comunidades etíopes da Terra Santa são realizadas algumas traduções de textos ocidentais (latinos e provavelmente italianos).

6. Georgiano. As primeiras traduções em georgiano, remontantes provavelmente ao século V, foram realizadas sobre modelos armênios, gregos e siríacos. Posteriormente (século VIII), em âmbito sinaítico e palestinense se traduz do árabe. Finalmente, no século X, no mosteiro atônita de Ivron, volta-se a traduzir do grego. De particular importância são as traduções, de intermediários armênios, de obras perdidas de Hipólito e as dos antigos lecionários de Jerusalém, realizadas sobre modelos gregos entre a segunda metade do século V e o século VIII.

7. Gótico. Entre poucos fragmentos literários sobreviventes contam-se a Skeireins, uma tradução do grego, realizada provavelmente nas proximidades de 400, do perdido comentário de Teodoro de Heracleia a João, e um calendário de origem constantinopolitana.

8. Grego. Não obstante a generalizada indiferença da cultura grega para com as línguas “bárbaras”, existem numerosas traduções gregas patrísticas do latim, como os atos dos mártires scillitanos e de Felicidade e Perpétua (talvez do século III); a Epistula 70 de Cipriano de Cartago, que do grego, uma vez inserida nas coleções canônicas, será traduzida também para as línguas orientais; algumas obras de Jerônimo (De viris illustribus e Vitae Patrum); o apêndice acrescenta de Rufino até a História eclesiástica de Eusébio de Cesareia, o Dialogus e a Regula pastoralis de Gregório Magno, traduzidos pelo seu sucessor, o papa Zacarias. Umas tantas obras de Agostinho serão traduzidas em Constantinopla apenas no século XIII. Ocasionalmente se traduziu para o grego também do armênio (Agatangelo e Narratio de rebus armeniae), do georgiano (Barlaam e Ioasaph) e do siríaco (Bardesane, Efrém, obras hagiográficas etc.).

9. Irlandês. Remontam ao século VII as primeiras traduções, entre as quais predominam aquelas de apócrifos neotestamentários que, porém, com frequência são reescritos.

10. Latim. Às traduções patrísticas do grego pode-se aplica a mesma periodização aceita para as obras profanas: tadio-antigo (até 750 aproximadamente), idade carolíngia (séculos IX-X), a baixa Idade Média e o Humanismo. As primeiras obras traduzidas do grego, provavelmente já antes do fim do século II, são o Pastor e a I Clementis. Em torno do ano 400 destacam-se os trabalhos de Rufino e Jerônimo, que contribuíram em medida relevante para preservar as obras de Orígenes, que depois iriam ser destruídas no mundo grego. Ao mesmo período (ou talvez antes) remonta a tradução do Adversus haereses de Irineu. Durante a polêmica pelagiana, ao redor do ano 420, coloca-se a atividade tradutória de Juliano de Eclano (para o comentário aos salmos de Teodoro de Mopsuéstia) e de Aniano de Celeda (obras de João Crisóstomo para empregar na polêmica contra Agostinho). Facundo de Ermiane, na Defensio trium capitulorum recolhe, em torno de 550, um consistente número de citações de obras, também perdidas, de Nestório. No Vivarium de Squillace Cassiodoro promove a tradução de obras gregas, entre as quais se contam o Comentário ao Cântico de Fílon de Carpásia e a História tripartita de Epifânio escolástico (que reúne várias fontes gregas). No século IX atuam João Scotus (Pseudo Dionísio e Máximo, o Confessor) e Anastácio, o Bibliotecário (textos hagiográficos). Na segunda metade do século XII pode-se recordar a excepcional atividade de Burgúndio Pisano, que traduziu também muitas obras de interesse profano. Em latim subsistem também algumas traduções muito antigas do grego de textos judaicos (Duae viae; Pseudo-Fílon, Antiquitates biblicae). A Interrogatio Iohannis, um texto bogomilo, conserva-se em uma tradução latina dos inícios do século XIII cujo modelo, sobretudo o grego quanto o búlgaro, se perdeu. Algumas Cartas de Antão abade, cujo único manuscrito grego foi destruído, se conserva exclusivamente em uma tradução latina da era humanística.

11. Nubiano. Nesta língua, usada por alguns agrupamentos cristãos nos confins do Egito e o Sudão, em uma área já quase completamente tomada pelas águas da represa de Assuã, foram traduzidos (nos séculos VIII-XI aproximadamente) alguns textos hagiográficos e patrísticos, de modelos gregos, coptas e provavelmente também árabes.

12. Pahlavi (ou Médio-Persa).Já antes do século VII, existiam traduções do siríaco, mas as menções cristãs são muito poucas, visto que quase todas aquelas das quais se tem conhecimento referem-se a obras científicas ou textos maniqueus.

13. Paleoeslavo. As primeiras traduções do grego são realizadas em concomitância com a missão de Cirilo e Metódio (século IX). Não obstante a sua data relativamente tardia as versões eslavas se revestem de notável importância, porque dependem de modelos gregos em maiúscula (que, portanto, não sofreram transliteração). Além de alguns apócrifos, pode-se recordar o corpus das obras de Metódio de Olimpo. Na Croácia foi traduzido também do latim.

14. Siríaco. Não existe um elenco atualizado da grande massa exterminada de obras traduzidas do grego para o siríaco, das quais muitas se perderam na língua original. Todavia, entre as indicações trazidas sistematicamente pela Clavis Patrum Graecorum, aparecem como particularmente importantes as obras de autores condenados, como Evágrio, Nestório, Teodoro de Mopsuéstia e Severo de Antioquia, mas também textos cujo original grego se perdeu ou subsiste em fragmentos, como a Apologia de Aristides, a Theophania de Eusébio de Cesareia, o Contra Manichaeos de Tito de Bostra e o De mensuris et ponderibus de Epifânio de Salamina.

15. Sogdiano.  Numerosos manuscritos cristãos, maniqueus e budistas nessa língua morta da Ásia central foram descobertos em Turfã, no Turquestão chinês. Os textos cristãos são em geral traduções do siríaco realizadas antes do século IX.

16. Outras Línguas. Já antes do século X traduções patrísticas ocasionais, que em alguns casos tomam o caminho das “vulgarizações” (isto é, de transposição mais ou menos literais para uma língua românica), são atestadas em muitas línguas europeias medievais.

17. Cristianismo e Budismo. Por meio de intermediários siríacos e sogdianos alguns toques clássicos e judeu-cristãos foram acolhidos na literatura budista tardia (ao passo que o Romance de Barlaam e Ioasaph seguiu o percurso inverso, do budismo para o ocidente). Até agora foram estudados predominantemente os temas derivados do NO e da primeira literatura apócrifa cristã, que são mais reconhecíveis, mas a elaboração judaica dos “dois caminhos” chegou até a China, onde a presença cristã e maniqueia é atestada já nos séculos VII-VIII. Textos cristãos foram traduzidos também para o uiguro.

18. O Romance de Barlaam e Ioasaph. Apresenta um caso muito interessante de transmissão multicultural. O texto grego traduz a redação georgiana de Eutímio Agiorita, composta ao redor do ano 1000 a partir de materiais árabes do século VIII que, por sua vez, retomam, por intermediários provavelmente sogdianos, as tradições sânscritas relativas ao nascimento de Buda. A tradução latina do Romance (1047) está na origem de numerosas traduções em línguas europeias medievais.

19. O Romance de Alexandre do Pseudo-Calistene. Mesmo nascendo como obra pagã, foi “adotado” em âmbito cristão e se difundiu por meio de uma complexa fieira de traduções, reelaborações e citações em quase todas as línguas orientais e, a partir do latim, para muitas línguas da Idade Média ocidental.



BIBLIOGRAFIA

Aa. Vv., Bible Iv (Texts and Versions), in New Catholic Encyclopedia, 2 (1967), pp. 414-491 [omitido pela segunda edição];

B. Metzger, The Early Versions of the New Testament: Their Origin, Transmission, and Limitations, Oxford 1977;

S. Voicu, Ad oriente della Bibbia, in La Bibbia e i Padri/2, aos cuidados de A. Di Berardino, Roma 2001 ( Primi secoli, 4, n° 10), pp 20-23, bibl. p. 30;

 C. Mohrmann, Études sur le latin des chrétiens, voll. I-IV, Roma 1958-1977;

P. Peeters, Orient et Byzance. Le tréfonds oriental de l'hagiographie grecque, Bruxelles 1950 (Subsidia hagiographica, 26);

S. J. Voicu, Lingue orientali e patristica greca: Sussidi bibliografici, in Augustinianum, 16 (1976), pp. 205-215 (incompleto e datado, mas não substituído);

A. Orengo, Eznik di Kolb, Confutazione delle sette (Elc Alandoc ´). Introduzione, traduzione e note, Pisa 1996;

R. Haugh, Photius and the Carolingians: The Trinitarian Controversy, Belmont 1995;

1) Sobre o árabe:

G. Graf, Gerschichte der christlichen arabischen Literatur, vol. I. Die Übersetzungen, Città del Vaticano 1944 (Studi e testi, 118);

J. Blay, A Grammar of Christian Arabic, voll. I-III: CSCO 267;

G. Endress - D. Gutas, A Greek and Arabic Lexicon: Materials for a Dictionary of the Medieval Translations from Greek into Arabic, Leiden 1992 ss. (Handbuck der Orientalistik I, 11) , (6 fasc. Foram publicados até 2001);

Symposium Graeco-Arabicum: Akten des zweiten Symbosium graeco-Arabicum, Ruhr-Universität Bochum, 3.-5 März 1987: miteiner Synopse des Symposium Graeco-Arabium I, Wassenaar, 19.-21. Februar 1985, hrsg. G. Endress, mitw. M. Schmeink, Amsterdam 1989 (Archivum graeco-arabicum 1);

Aristoteles semitico-latinus, 1975 ss. (13 vols. aparecidos até 2003);

 H. Hugonnard-Roche, Une ancienne "édition" arabe de l'Organon d'Aristote: problémes de traduction et de transmission, in Les problémes posés par l'édition critique destextes anciens et mediévaux, ed. J. Hamesse, Luvain-la-Neuve 1992 (Publications de l'Intitur d'études mediévales. Textes, Études, Congrés, 13), pp. 139-157;

C.A Nallino, Tracce di opere greche giunte agli arabi per trafita pehlevica, in A volume of Oriental studies presented to Edward G. Browne on his 60th birthday (7 February 1922), ed. T. W. Arnold - R. A. Nicholason, Cambridge 1922, pp. 344-363.

2) Sobre o aramaico palestinense:

A. Desreumaux, Les ocuvres de la littérature apocryphe chrétienne em araméen christo-palestinien, in Bulletin de l"AELAC, 9 (1999),  pp. 91-14;

S. P. Brock, Fragments of Ps John Chrysostom, Homily on the Prodigal Son, in Christian Palestinian Aramaic, in Le Muséon, 112 (1999), pp. 335-362;

C. Müller-Kessler - M. Sokoloff, The Catechism of Cyril of Jerusalem in the Palestinian Aramaic Version, Groningen 1999 ( A Corpus of Christian Palestinian Aramaic, 5).

3) Sobre o armênio:

M. Morani, Situazioni e propettive degli studi suelle versioni armene di testi greci con particolare riguardo agli storici. L'eregità classica nelle lingue orientali, aos cuidados de M. Pavan - U. Cozzoli, Roma 1986 (Acta Encyclopaedica, 5), pp. 39-46;

 L. Ter-Petrosian,  Ancient Armenian Translations, New York 1992;

G. Bolognesi, Studi e ricerche sule antiche traduzioni armene di testi greci, Alessandria 2000 (L'eredità classica nel mondo orientale. Serie monográfica, 1);

S. J. Voicu, Testi patrístici in armeno (secc. V-VII), in Patrologia, vol. V, aos cuidados de A. Di Berardino, Genova 2000, pp. 575,607 (578-597);

R. Ajello, Traduzioni e citazioni dal greco in armeno, in I Greci, Storia, Cultura, Arte, Societá, vol. III: I Greci oltre la Grecia, aos cuidados de S. Settis, Torino 2001, pp. 973-983;

A. Renoux, Le codex arménien Jerusalem 121, voll. III, PO 35, 1; 36,2.

4) Sobre o copta:

T. Orlanti, Le traduzioni dal greco e lo sviluppo della letteratura copta in Graeco-coptica, Griechen und Kopten in byzantinischen ägypten, hrsg. P Nagel, Halle 1984 (Martin-Luther-Universität Halle-Wittenberg. Wissenschaftliche Beiträge, 48), pp. 181-203;

T. Orlandi, Traduzione dal greco al copto: quali e perché in Autori classici in lingue del Vicino e Medio Oriente. Atti del III, IV e V Seminario sul tem tema: "Recupero di testi classici attraverso recezioni in lingue del Vicino e Médio Oriente" [...] 1984-1986 aos cuidados de G. Fiaccadori, Roma 1990, pp. 93-104;

C. Gianotto, Originali greci e traduzione copte: il problema della diffusione dei testi religiosi nell'Egitto cristiano, in La traduzione dei testi religiosi. Atti del convergnotenuto a Trento il 10-11 febbraio 1993, os cuidados de C. Moreschini - G. Menestrina, Bréscia 1994 (Religione e Cultura, 6), pp. 225-241;

P. Marrassini, Traduzioni e citazioni dal greco in copto ed etiopico, In I Greci, Storia, Cultura, Arte, Società, vol. III, cit., pp. 985-1008;

A. Camplani, Sulla transmissione dei testi gnostici in copto, in L’Egito Cristiano. Aspetti e problemi in etá tardo-antica, transcript by V Leibarg, aos cuidados de A. Camplani, Roma 1977 (Studia Ephemeridis Augustinianum, 56), pp. 121-175;

G. Mink, Die koptischen Versionen des Neuen Testaments Die sprachlichen Probleme bei ihrer Bewertung für die giechische Textgeschichte, in Die alten Übersetzung des Neuen Testaments, die Kirchenväterzitate and Lektionare, hrsg. K. Aland, Berlin 1972 (Arbeitenzur neutestamentliche Textforshchung 5), pp. 160-299;

A. Camplani, Atanasio di Alessandria, Lettere festali; Anonimo, Indice dele lettere festali, Milano 2003 ( Letture Cristiane del primo millenio, 34).

5) Sobre o etiópico:

A. Bausi, San Clemente e le tradizione clementine nella letteratura etiópica canônico-liturgica, Studi su Clemente Romano: atti degli incontri di Roma, 29 marzo e 22 novembre 2001, aos cuidados de P. Luisier, in OCA, 268 (2003), pp. 13-55;

G. Lusini, Appunti sulla patrística greca di tradizione etiópica, in Studi classici e orientali, 38 (1988), pp. 469-493;

P. Marrasini, Taduzioni e citazioni dal greco in copto ed etiópico, in I Greci, Storia, Cultura, Arte, Società, vol. III, cit., pp. 985-1008;

P. Piovanelli, Les aventures des apocryphes em Éthiopie, in Apocrypha, 4 (1993), pp. 197-224;

S. J. Voicu, Filone di Carpasia e Pseudo Ippolito: di un’omelia Pasquale tramandata in etiópico, in Augustinianum, 44 (2004), pp. 5-24;

M. Kropp, Arabisch-äthiopische Übertzungstechnik am Beispiel der Zena Ayhud (Yosippon), und des Tarikä Wäldä-‘Amid, in Zeitschrift der Deutschen Morgenländischen Gesellschaft, 136 (1986), pp. 314-346;

D. V. Proverbio, La recensione etiópica dell’omelia pseudocrisostomica de ficu exarata ed il suo tréfonds orientale, Wiesbaden 1998 (Äthiopistische Forschungen, 50).

6) Sobre o georgiano:

G. Shurgaia, Traduzioni e citazioni dal greco in georgiano, in I Greci, Storia, Cultura, Arte, Società, vol. III, cit., pp. 1053-1070;

E. Khintibidze, Georgian-Byzantine Literary Contacts, Amsterdam 1996;

N. Melikichvili, Die georgische Übersetzung der Jüdischen Altertümer von Flavius Josephus und ihre spezifische Merkmale, in Le Muséon, 107 (1994), pp. 107-121 (diretamente do grego);

M. Tarchnischvili, Le grand lectionnaire de l’Église de Jérusalém (V-VIII siècle), voll.. I-II, CSCO 188-189, 204-205/Iber. 9-10, 13-14.

7) Sobre o gótico:

R. Del Pezzo Costabile, La Skeireins: texto, traduzione, glossário, Napoli 1973;

K. Schäferdiek, Die Fragmente der “Skeireins” und der Johanneskommentar des Theodor von Herakleia, in Schwellenzeit: Beiträge zur Geschichte des Christentums in Spätantike und Frühmitalelter, hrsg. W. A. Löhr – H. C. Brenecke, Berlin 1996 (Arbeiten zur Kirchengeschichte, 64), pp. 69-87;

E. A. E. Ebbinghaus, The First Entry of the Gothic Calendar, in Journal of Theological Studies, 27 (1976), pp. 140-145.

8) Sobre o grego:

E. Dekkers, Les traductions grecques des écrits patristiques latins, in Sacris Erudiri, 5 (1953), pp. 193-233;

D. Z. Nikitas, Traduzioni greche di opera latine, in I Greci, Storia, Cultura, Arte, Società, vol. III, cit., pp. 1035-1051;

S. Brock, Greek into Syriac and Syriac into Greek, in Journal of the Syriac Academy, 3 (1977), pp. 406-422 [rist. Id., Syriac perspectives on late antiquity, London 1984 (Collected studies CS199), num. II];

G. Garitte, La Narratio de rebus Armenie. Édition critique et commentaire, CSCO 132/Subs. 4.

9) Sobre o irlandês:

M. McNamara, The Apocrypha in the Irish Church, Dublin 1984.

10) Sobre o latim:

A. Siegmund, Die Überlieferung der griechischen christlichen Literatur in der lateinischen Kirche bis zun zwölften Jahrhundert, München 1948 (Abhandlungen der Bayerischen Benediktiner-Akadamie, 5);

P. Courcelle, Les lettres grecques en Occident: de Macrobe à Cassiodore, Paris 1948 (Bibliothèque des Écoles françaises d’Athènes et de Rome, 159);

J. T. Muckle, Greek Works Translated Directly into Latin Before 1350, in Medieval Studies, 4 (1942), pp. 33-42; 5 (1943), pp. 102-114;

Cristianesimo latino e cultura greca sino al sec. IV-XXI. Incontro di studiosi dell’antichità Cristiana, Roma 7-9 maggio 1992, Roma 1993 (Studia ephemeridis Augustinianum, 42);

W. Berschin, Traduzioni dal greco in latino (secoli IV-XIV), in I Greci, Storia, Cultura, Arte, Società, vol. III, cit., pp. 1023-1033;

J. Gribomont, Le traduzioni. Girolano e Rufino, in Patrologia, vol III, aos cuidados de A. Di Bernardino, Casale Monferrato 1978, pp. 185-240;

Traduction et traducteurs au moyen âge. Actes du colloque international du CNRS organisé à Paris... 26-28 mai 1986, ed. G. Contaime, Paris 1989;

Traduzioni patristiche nell’umaneisimo. Atti del Convegno. Istituto Nazionale di Studi su Rinascimento, Biblioteca Medicea Laurenziana, Firenze, 6-8 febbraio 1997, aos cuidados de M. Cortesi – C. Leonardi (Millenio medievale, 17; Atti di Convegni, 4), Firenze 2000;

L. Szymanski, The translation procedure of Epiphanius-Cassiodorus in the Historia tripatita, voll. I-II Washington 1963 (Studies in medieval and Renaissance Latin language and literature, 24);

F. Weissengruber, Epiphanius Scholasticus als Übersetzer; zu Cassiodorus Epiphanius Historia ecclesiastica tripartite, Wien 1972 (Österreichische Akademic der Wissenschaften. Philos.-hist. Klasse. Sitzingsberichte, 283; Veröffentlichungen der Kommission zur Herausgabe des Corpus der lateinischen Kirchenväter, 5);

S. Lundström, Übersetzungstechnische Untersuchungen auf dem Gebiete der christlichen Latinität, Lund 1955 (Lunds universitets årsskrift N.f. avd. 1,51, 3);

O. Reimherr, Irenaeus Lugdunensis with the assist. Of F. E. Cranz, in Catalogus translationum et commentariorum: Medieval and Renaissance. Annotated lists and Guides, vol. VII, Washington 1992, pp. 13-54;

Manuale Crisolora e il ritorno del Greco in Occidente. Atti del Convegno Internazionale (Napoli, 26-29 giurno 1997), aos cuidados de R. Maisano e A. Rollo, Napoli 2002;

H. Jacobson, A Commentaru on Pseudo-Philo’s Liber Antiquitatum Biblicarum: with Latin text and English translation, voll. I-II, Leiden 1996 (Arbeiten zur Geschichte des antiken Judentums und des Christentums, 31);

E. Bozóky, Le livre secret des Cathares. Interrogatio Iohannis apocryphe d’origine bogomile, Paris 1980 (Textes, dossiers, documents 2).

11) Sobre o nubiano:

G. M. Browne, Literary Texts in Old Nubian, Wien-Mödling 1989 (Beiträge zur Sudanforschung, 5);

12) Sobre o Pahlavi:

A. M. Piemontese, Percorsi di testi narrativi greci in versione persiana, in Convegno Vettori e percorsi tematici nel Mediterraneo romanzo. Seminario: L’Apollonio di Tiro nelle letterature euroasiatiche dal Tardo-antico al Medioevo. Atti, aos cuidados de F. Beggiato – S. Marinetti (Medievo Romanzo e Orientale. Colloqui, 6), Soveria Mannelli 2002 (paixão de S. Partênope), pp. 135-143;

C. G. Cereti,  Le Croci di San Tommaso e la letteratura Cristiana in lingue medioiraniche, in Studi in onore di Umberto Scerrato per il suo settantacinquesimo compleanno, aos cuidados de M. V. Fontana – B. Genito, Napoli 2003 (Università degli Studi di Napoli “L’Orientale”. Dipartimento di studi asiatici. Series minor, 65), pp. 193-206;

C. A. Nallino, Trace di opere greche giunte agli arabi per trafila pehlevica, in A volume of Oriental studies presented to Edwad G. Browne on his 60th birthday (7 February 1922), ed. T. W. Arnold – R. A. Nicholson, Cambridge 1922, pp. 344-363.

13) Sobre o páleo-eslavo:

F. J. Thomson, Towards a typology of erros in Slavonic translations, in Christianity among the slavs. The heritage of Saints Cyril and Methodius: Acts of the International Congress held on the eleventh centenary of the death of St. Methodius, Rome, October 8-11, 1985, under the direction of the Pontifical Oriental Institute (venue – Pontifical University “Urbaniana”), ed. E. G. Farrugia – R. F. Taft – G. K. Piovesana, in OCA, 231 (1988), p. 351-380;

N. Molnár,  The Calques of Greek Origin in the Most Ancient Old Slavic Gospel Texts: a theorical examination of calque phenomena in the texts of the archaic Old Slavic Gospel codices, Köln-Wien 1985 (Slavistishe Forschungen, 47);

A. de Santos Otero, Die Handschriftliche Überlieferung der altslavischen Apokryphen, vol. I, PTS 20;

A. Vaillant, Le De autexusio  de Méthode d’Olympe, PO, 22, 5, pp. 628-888;

DPAC 2, 2575-2581.

14) Sobre o siríaco:

S. Brock, Limitations of Syriac in Representing Greek, in B. Metzger,  The Early Versions of the New Testament: Their Origin, Transmission, and Limitations, Oxford 1977, pp. 83-98;

S. Brock, Aspects of translation technique in antiquity, in Greek Roman and Byzantine Studies, 20 (1979), pp. 69-97 [rist. Id., Syriac perspectives on late antiquity, London 1984 (Collected studies, CS 199), num. III];

S. Brock, Towards a History of Syriac Translation Techinique, in III Symposium Syriacum, 1980. Les contacts du monde syriac avec les aures cultures (Goslar, 7-11 Septembre 1980), ed. R. Lavenant, in OCA, 221 (1983), pp.1-14 [Id., Studies in Syriac Christianity: History, Literature and Theology, London 1992, num X];

H. Suermann, Anmekungen zur Sprache der Übersetzungen und Kommentare von Aristoteles und Porphyrios bei Probus, in VI Smposium syriacum 1992: University of Cambridge, Faculty of Divinity, 30 August – 2 September 1992, ed. R. Lavenant, in OCA, 247, pp. 393-400;

C. A. Ciancaglini, Traduzioni e citazioni dal Greco in siriaco e aramaico, in I Greci, Storia, Cultura, Arte, Società, vol. III, cit., pp. 1009-1022.

15) Sobre o sogdiano:

O. Hansen, Die buddhistiche und christliche Literaur, in Iranistik, vol. I, Leiden-Köln 1968, pp.77-99;

D. N. Mackenzie, Christian Sogdian Notes, in Bulletin of the School of Oriental and African Studies, 33 (1970), pp. 116-124;

N. Sims-Williams, The Christian Sogdian Manuscript C2, Berlin 1985 (Schriften zur Geschichte und Kultur des alten Orients. Berliner Turfantexte, 12).

16)  Sobre outras línguas:

T. N. Hall, Herod’s Burning of the Jewish Genealogies in Gydinga Saga  and in the Second Old Norwegian Epiphany Homily, in Mediaeval Studies, 61 (1999), pp. 173-204 (Eusebio di Cesarea e Gregorio Magno);

O. Hjelde, Norsk preken I det 12.århundre: Studier I gammel norsk homiliebok (Homilias norueguesas do século XII. Estudo sobre o antigo homiliário norueguês), Oslo 1990 (sobretudo Beda e Gregório Magno, talvez por meio do homiliário de Paolo Diácono).

17) Sobre o cristianismo e o budismo:

A. Mingana, The Early Spread of Christianity in Central Asia and the Far East, in Bulletinof the John Ryland’s Library, 9 (1925), pp. 297-371; 10 (1926), pp. 443-446;

S. N. C. Lieu, Manichaeism in Central Asia and China, Leiden 1998 (Nag Hammadi and Manichaean studies, 45), pp. 42-49 (uiguro), pp. 49-54 (chines);

J. D. M.. Derret, The Picnic, The Buddha, and St Matthew, in Journal of the Royal Asiatic Society, s. III, 14 (2004), pp. 73-79 (ecos dos Evangelhos Sinóticos);

G. A. van den Bergh van Esynga, Indische Einflüsse auf evangelische Erzählungen, Göttingen 1909 (com interpretações inesperadas);

Z. P. Thundy, Buddha and Christ: Nativity Stories and Indian Traditions, Leiden 1993 (Studies in the History of Religions, 60) (com interpretações incríveis);

J. H. Walker, An Argument from the Chinese for the Antiochene Origin of the Didache, in Studia patristia, vol. VIII, ed. F. L. Cross, Papers presented to the Fourth International Conference on Patristic Studies Oxford  (1963), TU 93, pp. 44-50.

18) Sobre o Romance de Barlaan e Iosaph:

G. R. Woodward – H. Mattingly, Barlaam and Iosaph, with an English translation. Introduction by D. M. Land, Cambridge, Mass. – London 1983 (Loeb classical library, 34, pp. XXXII-XXXV;

L. R. Mills, L’histoire de Barlaam et Josaphat. Vérsion champenoise d’après le ms. Reg. Lat. 660 de la Bibliothèque Apostolique Vaticane¸ Genève 1973;

M. Rindall, Barlaams ok Josaphats saga: manuscript no. 6 fol. in the Royal Library, Stokholm and Norwegian fragments (Corpus codicum Norvegicorum Medii Aevi. Quarto series, 6), Oslo 1980.

19) Sobre o Romance di Alexandre

La diffusione dell’eredità classica nell’età tardoantica e medieval. Il “Romanzo di Alessandro” e altri scritti. Atti del Seminario Internazionale di studio (Roma-Napoli, 25-27 settembre 1997), aos cuidados de R. B. Finazzi – A. Valvo, Alessandria 1988 (L’eredità classica nel mondo orientale, 2);

Alexandre le Grand dans les literatures occidentales et proche-orientales, éds. L. Harf-Lancner – C. Kappler – F. Suard, Nanterre 2000.



FONTE

Literatura patrística / sob a direção de Angelo di Bernardino, Giorgio Fedalto, Manlio Simonetti; [tradução José Joaquim Sobral]. São Paulo: Editora Ave-Maria, 2010. pp. 1603 – 1613.

http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/patristica/estudos-patristicos/802-pequeno-estudo-sobre-as-traducoes-das-obras-patristicas