segunda-feira, 7 de março de 2011

Bento XVI: reforçar a catequese familiar

Bento XVI: reforçar a catequese familiar

3 março 2011 Autor: admin | Postado em: Santa Sé
Convida bispos filipinos a atender cristãos e não cristãos
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 3 de março de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI recebeu nesta quinta-feira em audiência o terceiro grupo de bispos filipinos, que realizam nestas semanas sua visita ad Limina Apostolorum. Os prelados procedem das províncias de Mindanao e Lipa, no sudeste do país, região de forte presença muçulmana e onde há registros de ataques de fundamentalistas islâmicos.
O Papa sublinhou a importância de “trabalhar para fazer o bem tanto para os cristãos como para os não cristãos”.
Em relação aos primeiros, destacou a tarefa de “dar prosseguimento à formação catequética” dos fiéis.
“A profunda piedade pessoal de vossa gente precisa ser alimentada e apoiada por uma compreensão profunda e um apreço pelos ensinamentos da Igreja em matérias de fé e moral”, afirmou.
Dentro desta formação, o Papa sublinhou a importância da catequese familiar, “com particular atenção aos pais, em seu papel de primeiros educadores dos filhos no âmbito da fé”.
“Esta tarefa já é evidente em vosso apoio à família frente às influências que querem diminuir ou destruir seus direitos e integridade”. Ele reconheceu que “proporcionar este tipo de formação catequética não é uma tarefa pequena”.
Outro desafio pastoral destacado pelo Papa é a atenção aos sacerdotes. Os bispos têm “o dever particular de conhecê-los bem” e de “guiá-los com solicitude sincera, enquanto que os sacerdotes devem estar sempre preparados para realizar com humildade e fidelidade as tarefas a eles confiadas”.
Não cristãos

Em relação à pastoral com os seguidores de outras religiões, o Papa destacou a importância de promover o diálogo inter-religioso, “especialmente nas áreas do sul” do país.
“Se bem que a Igreja proclama sem erro que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, não é menos certo que ela respeita tudo que há de verdade e de bem em outras religiões, e que busca, com prudência e caridade, entrar em um diálogo honrado e amistoso com os seguidores destas religiões no quanto seja possível.”
Neste sentido, ele felicitou os bispos “pelo trabalho já feito” e os animou a que “por meio do diálogo que se estabeleceu”, continuem “promovendo o caminho para a verdade e a paz duradoura com todos os vossos vizinhos”.