terça-feira, 26 de janeiro de 2016

VOCAÇÃO - Adauci de Morais Silva.

A Felicidade e a Busca do Homem em Ser Feliz: Volta-te Pra Si Mesmo.
A felicidade é um oásis emanado sem motivos que emergi, presumivelmente, sem evidenciar causas. Ela suscita acepção a existência humana, desvela-se nas coisas mais insignificantes da vida e sobre-excede o nosso olhar para avistar o além do perceptível dispondo de desígnio para sorrir, ainda que a alegria se encontre escassa.
As pessoas, de vez em quando, não depreendem que nem sempre a felicidade coexistirá entrelaçada com a alegria. Pois, ambas são coisas distintas.
A alegria subsiste de motivos e coisas externas. A felicidade, contrariadamente, não tem motivos e muito menos coisas que subsista a circunstância da sua existência, uma vez que o sentido da sua essência situa-se unicamente em si mesma. Por tal motivo, é possível ao homem ser feliz sem assentar alegria.
É imprescindível que o homem se encontre em si mesmo, realizer-se como ser humano, obtenha o sentido da vida independentemente das escolhas realizadas, como também, compreender que a felicidade tem como um dos fatores consistente à realização humana de se encontra verdadeiramente onde deveria estar, pois mesmo na ausência da alegria, a felicidade tem força suficiente para permanecer motivando a caminhada quando se tem, ainda, algo pelo que lutar.
Por vezes, as pessoas perpassam na vida buscando auferir a felicidade por intermédio de um objetivo e esquecem que nem constantemente o objetivo final é o mais imprescindível. Às vezes, a maior realização do homem se esconde no processo de atingir a um fim.
A princípio é inescusável apreender que o processo de qualquer caminhada é tão importante quanto o porte da chegada. Não se deve viver para os resultados, dado que quem vive para eles tornam-se intransigentes consigo mesmo e são suscetíveis de romper com seus próprios valores.
A maior consistência da infelicidade humana é derivada da insistência em viver para os resultados. Assim, quando o objetivo é alcançado ele perde a sua própria existência, visto que o homem não é mais o mesmo.
A própria caminhada já é um jeito de ser feliz. Ela não deve ser uma tristeza, não obstante, um prazer. Muitas vezes, para alcançar o mistério da caminhada é preciso desacelerar os passos antes de surgir uma grande perda de si mesmo.
Existem pessoas que na caminhada acabam ficando pelo caminho sem nenhuma possibilidade de continuidade, porque se fixaram em um itinerário incongruente a sua realização humana. A incongruência é um modo de morrer antes do tempo. Assim, cada um carece encontrar-se em seu devido lugar. Ninguém é uma árvore para não poder sair do lugar. Uma árvore inserida em um solo inoportuno as suas características naturais não produz fruto algum e com o tempo fenecerá.
A conduta de ser feliz é muito mais importante do que o ato de evidenciar a felicidade para os outros como se ela fosse uma coisa. Quem sobrevive buscando a felicidade em nenhum momento colidirá com ela, em razão dela não ser um lugar, coisa ou algo perdido. Pode-se dizer de maneira simples que a felicidade é um estado interior em que o homem se encontra.
É vital diligenciar que não se retenha a concepção de felicidade com base na vida das outros ou de seus projetos, pois o que alguém indaga sobre a felicidade das outras pessoas é que nada sabe sobre elas.
Autor: Adauci de Morais Silva.