quinta-feira, 30 de abril de 2015

O Papado em São Cipriano e nos primórdios do Cristianismo

O Papado em São Cipriano e nos primórdios do Cristianismo

Publicado por Jorge Ferraz  em 11/12/2012..


Com relação às discussões a respeito de São Cipriano de Cartago e o Papado que estão sendo travadas neste post do Deus lo Vult!, vale a pena dizer quanto segue:
- A citada “brilhante refutação do Lucas” é um texto tosco e prolixo, de péssimo gosto, repleto de argumentos ad hominem e que não diz nada sobre o verdadeiro mérito da questão, qual seja, sobre se São Cipriano alguma vez na vida negou o Papado.
- A resposta a esta questão é evidentemente negativa. São Cipriano de Cartago, como bispo católico, jamais negou e nem poderia ter negado a primazia do Bispo de Roma sobre toda a Igreja de Deus. Se fosse possível aos santos de Deus revirarem-se no túmulo, por certo os ossos do grande mártir estariam provocando terremotos com estes disparates proferidos atualmente pelos filhos de Lutero.
- A tagarelice da “brilhante refutação do Lucas” resume-se a (i) questionar traduções de textos de São Cipriano, (ii) discutir a possibilidade (dentro da Doutrina Católica) do Papa cair em heresia e (iii) trazer meia dúzia de citações do Bispo de Cartago e dos Concílios primitivos que, na “lógica” protestante, apoiariam a posição de Lutero.
Quanto a (i), basta dizer que é completamente irrelevante. A discussão original versava, entre outros pontos, sobre uma suposta interpolação no tratado de São Cipriano sobre a Unidade da Igreja. Este site protestante traz a íntegra da obra em português e, apontando a “falsificação” católica, mostra a seguinte tabela:
Texto de São Cipriano
Texto Interpolado
Loquitur Dominus ad Petrum, Ego tibi dico Tu es Petrus, etc.(a)Super unum(b) ædificat ecclesiam.
Hoc erant utique et cæteri apostoli quot fuit Petrus, qui consortio præditi et honoris et potestatis, sed exordium ab unitate proficisitur,(c) ut(d) Christi ecclesia(e) una monstretur.(f)
Qui Ecclesiæ resistitur et resistit,(g) in ecclesia se esse confidit?
(a) Et iterum eidem, post ressurectionem suam dicit, Pasce oves meas.(b) Super illum unum…et illi pascendas mandat oves suas.
(c) Et primatus Petro datur.
(d) Una.
(e) Et cathedra.
(f) Et pastores sunt omnes et grex unus ostenditur, qui ab apostolis omnibus, unanimi consensione pascatur, etc.
(g) Qui cathedram Petri, super quem fundata est ecclesia deserit, etc.
1. Ora, eu confesso que nunca vi este texto interpolado na vida! O texto que consta na Enciclopédia Católica é o incontroverso (à exceção do ponto ‘(a)’, que é meramente descritivo do fato bíblico). Também no Catecismo Romano (Parte I, Cap. X, XII), que traduzo abaixo do espanhol, não há os trechos interpolados:
Fala o Senhor a Pedro: [«]Pedro, Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja[»]. Sobre um [o Senhor] edifica a Igreja, e ainda que após Sua Ressurreição dê a todos os Apóstolos igual poder e diga: [«]Assim como o Pai me enviou, assim Eu envio a vós: recebei o Espírito Santo[»]; com tudo isso, para manifestar a unidade, dispôs com Sua autoridade a origem da mesma unidade, que começasse de um.
O que, aliás, é praticamente o mesmo texto do “e-cristianismo” citado. Aí eu pergunto: é sério que este texto não é suficiente para demonstrar que São Cipriano considerava que a Unidade da Igreja derivava de São Pedro? Retirando-se os trechos (alegadamente) interpolados e ficando com a exata versão que consta no site protestante, por acaso a passagem passa a dizer o contrário do que dizia? É lógico que não! Donde se vê que, neste contexto, a discussão sobre estas interpolações é completamente inútil, é somente uma cortina de fumaça levantada para ofuscar a clareza da Doutrina Católica testemunhada já no século III por São Cipriano.
Quanto a (ii), o dogma da infalibilidade pontifícia diz, tão-somente, que o Papa é infalível quando se pronuncia ex cathedra, i.e., quando fala a toda a Igreja usando a Sua autoridade de Sucessor de Pedro para, em assunto de Fé ou Moral, confirmar a verdade e condenar o erro. E daí que São Cipriano discordou de Santo Estêvão? E daí que São Paulo resistiu em face a São Pedro? Os erros pessoais dos Romanos Pontífices em nada afetam a infalibilidade papal, posto que esta envolve somente alguns atos pontifícios, e não todas as atitudes dos Papas. Será possível que os protestantes ainda não entenderam este ponto básico do Catecismo das Crianças, e insistem em se debater atrapalhadamente contra espantalhos toscos?
Ainda: discutir se o Papa pode ou não cair em heresia só faz sentido partindo do pressuposto que existe um Papa que não erra em matéria de Fé, é óbvio, posto que senão esta discussão sequer existiria, uma vez que ninguém jamais negou que um bispo pudesse ser herege e a História nos dá exemplos abundantes desta verdade. Se o Bispo de Roma fosse simplesmente um bispo igual aos outros não haveria a discussão sobre se ele pode ou não cair em heresia, posto que a resposta a isto seria evidentemente positiva. Negar que exista um Papa porque um dia ele foi acusado de estar errado é, parafraseando Chesterton, o mesmo que negar a existência do Banco do Brasil por conta de uma cédula de Real falsificada – ou, dito de outra maneira, seria como se acusar uma lei de Inconstitucionalidade implicasse que não existe Congresso Nacional.
Por fim, sobre (iii), analisando com mais vagar os escritos de São Cipriano:
1. A Epístola 73 (onde, segundo o Lucas, São Cipriano chama o Papa de herege) seria uma excelente oportunidade para o santo, se protestante fosse, protestar com veemência contra esta pretensão romana de deter a primazia sobre a Igreja Católica inteira. Mas ele não faz isso. Muito pelo contrário até, ele reafirma a Doutrina Católica tradicional (grifos meus):
E a este respeito eu estou com razão indignado contra esta patente e manifesta tolice de Estêvão, de que ele – que se orgulha do seu lugar no episcopado e alega possuir a sucessão de Pedro, na qual os fundamentos da Igreja foram lançados – devesse introduzir muitas outras rochas e estabelecer novos fundamentos de muitas igrejas.
Ora, se São Cipriano fosse protestante e negasse o papado, o que ele deveria fazer neste momento? Dizer que não existe fundamento algum de Igreja sobre São Pedro, que isto é uma pretensão absurda da Sé de Roma, que todos os bispos são iguais, e todas as demais bobagens que os filhos de Lutero gostam de vociferar. Mas o que ele critica em Estêvão é justamente o contrário: é que ele (Estêvão) estaria minando a autoridade da Igreja ao permitir o batismo nas igrejas dos hereges. Ou seja, o santo não critica no Papa a sua pretensão ao Papado, mas justamente a sua [atribuída] omissão em condenar uma coisa [= o Batismo dos hereges] que parecia a São Cipriano minar a unidade da Igreja. São Cipriano não nega que Santo Estêvão seja Papa, muito pelo contrário: reclama que ele não esteja agindo como Papa! São Cipriano não afirma que todo bispo fosse rocha e fundamento da Igreja, muito pelo contrário: reclama que o Papa pretendesse estabelecer novas rochas e novos fundamentos! Isto está perfeitamente de acordo com tudo o que o santo mártir disse em outros lugares e com a pureza da Doutrina Católica. O resto é tesoura protestante.
2. A citação do Concílio de Cartago está criminosamente fora de contexto. São Cipriano está falando dos [e para os] bispos africanos que estavam lá reunidos para discutir a questão do Batismo dos hereges, e não sentenciando princípios eclesiológicos de validade universal. O assunto não tem, absolutamente, nada a ver com o primado do Papa. Extrapolar as (parcas!) palavras do santo aqui para fazê-lo contradizer o que ele próprio disse clara e demoradamente em outros lugares (em particular, no De Unitate Ecclesiae, onde o assunto era precisamente este e foi tratado com vagar e à exaustão de argumentos) sobre a primazia do Bispo de Roma é patifaria intelectual pura e simples.
3. O Concílio (Regional) de Cartago de 418, ao excomungar quem quisesse “apelar para Roma” (Cân. 17), só mostra que havia então o costume de que as questões nas igrejas locais fossem arbitradas pela Igreja de Roma – i.e., só dá (mais) um testemunho a favor do papado. Por qual outro motivo um católico africano iria apelar para a Igreja de Roma (que ficava “do outro lado do mar”, com todas as dificuldades logísticas que isto implicava então) se não fosse por acreditar que aquela Sé detinha jurisdição sobre as demais Igrejas Particulares do orbe? Por que eles não condenaram quem apelasse para a Igreja de Bizâncio, de Antioquia ou de Jerusalém? Ora, só pode ser porque ninguém apelava para estas Igrejas, embora Apostólicas, porque todos sabiam que o princípio da Unidade estava na Sé de Roma e não em nenhuma outra. Aqui, como em outros lugares, a existência do erro não implica na inexistência da verdade, muito pelo contrário: testemunha-a.
Quando o Papa São Celestino recebeu uma carta neste teor (enviada pelo Sínodo de Cartago de 424), ele simplesmente rejeitou-a. E ninguém o obrigou a acatar a decisão deste sínodo africano, pois todo mundo sabia que o Papa era o Papa e as Igrejas da África deviam estar submissas à Igreja de Roma, fundamento da Unidade, como o santo Bispo de Cartago demonstrou à profusão de argumentos dois séculos antes.
4. Por fim, a citação do Cân. VI do Concílio de Nicéia é de novo descabida, pois trata de questões administrativas (sobre ordenação de bispos) e não sobre a autoridade da Sé de Roma para arbitrar questões de Fé. Vê-se, assim, que para quem reclama tanto de contexto de citações os protestantes costumam agir com uma canalhice ímpar, pinçando aqui e acolá frases desconexas para tentar fazer parecer que os católicos dos primeiros séculos acreditavam nas fábulas protestantes que só foram surgir com Lutero, dezesseis séculos depois de Cristo.
Last but not least, cabe notar o quanto esta situação é surreal: um protestante tentando usar um tratado de São Cipriano sobre a Unidade da Igreja para defender a posição protestante. Cáspita, qual a unidade que existe no Protestantismo? Onde estão os bispos – sucessores dos Apóstolos – nas seitas luteranas e derivadas? Concedendo – para argumentar – que São Cipriano achasse mesmo que «todos os bispos eram sucessores de Pedro» e, portanto, todos detinham igual autoridade, onde raios estão os sucessores de São Pedro nas seitas evangélicas? Com que autoridade esta heresia praticamente recém-saída das profundezas do Inferno quer conversar de igual para igual com a Sé de Pedro? Até se entende que os Ortodoxos usem a autoridade dos demais Apóstolos e dos bispos locais para negar a jurisdição de Roma. No entanto, um protestante utilizar estes argumentos para defender o Protestantismo é simplesmente um ridículo nonsense.


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Leia também:
Os paradoxos do Cristianismo – Chesterton
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Arquivado em: Muralhas Doutrinárias
Tags: cartago, papado, patrística, protestantismo, são cipriano de cartago, sínodos
FONTE:http://www.deuslovult.org/2012/12/11/o-papado-em-sao-cipriano-e-nos-primordios-do-cristianismo/


Quando foi utilizada a 1ªvez o Nome Igreja Católica?


Sabemos que o bispo Inácio de Antioquia nasceu em 67 e morreu entre 107 e 110 d.C. Em sites protestantes temos a seguinte informação: “Inácio de Antioquia (30-107 d.C.)
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Ora, se a expressão “Igreja Católica” foi usada por Inácio que faleceu mais provavelmente em 107 como poderia tê-la escrito em 156? Inácio foi preso a mando do imperador Trajano (98-117) quando de sua passagem por Antioquia, Mas o que tem a ver Inácio com Policarpo? É que a carta de Inácio é dirigido à Igreja de Esmina, cujo bispo era Policarpo que tinha perto de 50 anos, martirizado sob Antonino Pio em 156.
Pelo visto, os pseudo pastores não se conformam com a idéia de que a Igreja cristã tenha recebido tão cedo o nome de IGREJA CATÓLICA. É por isto que fazem o que podem para confundir as idéias dos evangélicos.
O  adjetivo católica é anterior ao nascimento da Igreja. Em grego, katholikos (καθολικός) quer dizer aquilo que é conforme o todo. Hoje em dia, a palavra equivalente seria holística. De uma forma geral, a tradução para a palavra católica é universal, contudo, o sentido dela é muito mais amplo.
O primeiro documento histórico que contém o adjetivo católica referindo-se à Igreja é uma carta de Santo Inácio de Antioquia à Igreja de Esmirna, escrita após a sua prisão, que o levou ao martírio em Roma:
"Segui ao Bispo, vós todos, como Jesus Cristo ao Pai. Segui ao presbítero como aos Apóstolos. Respeitai os diáconos como ao preceito de Deus. Ninguém ouse fazer sem o Bispo coisa alguma concernente à Igreja. Como válida só se tenha a Eucaristia celebrada sob a presidência do bispo ou de um delegado seu. A comunidade se reúne onde estiver o Bispo e onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica. Sem a união do Bispo não é lícito Batizar nem celebrar a Eucaristia; só o que tiver a sua aprovação será do agrado de Deus e assim será firme e seguro o que fizerdes."
Onde está Jesus Cristo está a Igreja Católica, segundo Santo Inácio. Mas, essa palavra era usada também em outro sentido, por exemplo, São Justino quando escreveu o Diálogo a Trifão, usou a mesma palavra para referir-se à ressurreição geral, de todas as pessoas. O termo se aplicava também à universalidade do número das pessoas, numa imagem da Igreja que acolhe a todos em seu seio.
A partir do século IV, com o surgimento de várias heresias, um outro sentido foi dado à palavra católica. São Cirilo de Jerusalém para comparar a fé ortodoxa com a fé herética, usa o termo fé católica. Ou seja, a verdadeira fé aceita a totalidade das verdades reveladas, enquanto que a fé herética escolhe aquilo em que quer acreditar, selecionando o que mais lhe convém e rejeitando os demais conteúdos da fé.
Desta forma, a palavra católica passou a designar não somente a Igreja que inclui todas as pessoas em todos os lugares, mas também a Igreja que inclui toda a fé, todos os sacramentos, todo o depósito e tesouro que foi deixado por Jesus Cristo e os Apóstolos. Com isso, a palavra foi sendo incorporada ao Credo como forma de distinguir a Igreja que guardava a fé inteira das seitas heréticas que estavam nascendo e que desprezavam o todo da fé.
Também houve o acréscimo da palavra romana ao adjetivo católica. Parece uma contradição dizer que a Igreja é católica e, ao mesmo tempo, romana. Contudo, não o é. Diante do protestantismo, o objetivo foi salientar que a Igreja somente é inteira, ou seja, católica, se o sucessor de Pedro, o Papa estiver incluído nela.
Assim, a integridade da fé abrange também o fato de que, seja no ocidente, seja no oriente, existe uma ligação com aquele que tem o primado e a jurisdição universal sobre a Igreja.
Só há uma Igreja de Cristo e essa Igreja é una, católica e apostólica. Faz parte da natureza da Igreja ser católica. Sendo assim, não se pode aceitar o significado confessional da palavra católico, pois ela não designa um ramo dos cristianismo. A fé cristã é católica por definição e não há outro verdadeiro cristianismo que não o católico. Por isso, como nas colunatas de Bernini na Praça de São Pedro, a Igreja abraça a fé na sua integridade e acolhe como mãe os católicos do mundo todo que vão em peregrinação até aquela praça, ver o Sucessor de Pedro.



História Bíblica ( Resumo)

História Bíblica ( Resumo)

Alexandrina ou Septuagina : . Os Judeus de ALEXANDRIA chegaram a traduzir o Antigo Testamento para o Grego entre 250 e 100 antes de CRISTO, dando assim origem à Versão Alexandrina do Antigo Testamento, também chamada de “Dos Setenta Intérpretes”. Esta edição bíblica “grega” encerra (acolhe) os Livros que os Judeus de Jâmnia rejeitaram. Ora, acontece que os Apóstolos e Evangelistas, ao escreverem o Novo Testamento em grego, citavam o Antigo Testamento “alexandrino”, escrito em grego, mesmo quando diferia do texto em hebraico. Para comprovar estes fatos, basta ver MATEUS – 12,3(que cita Isaías 7,14) e HEBREUS – 10,5(que cita Salmo 40,7) (Estes escritos NÃO fazem parte da Bíblia dos Judeus de Jerusalém-Jâmnia). Por conseqüência, O Livro Sagrado de “Alexandria” foi o Livro que os Apóstolos e Evangelistas nos deixaram. Ora, se os Apóstolos eram, por todo tempo, inspirados e guiados pelo ESPÍRITO SANTO, então este Antigo Testamento de “Alexandria” é o que devemos aceitar. Este Antigo Testamento é o mesmo da Igreja Católica. Prevalece até hoje, na Igreja Católica, a consciência de que, Os Livros Sagrados tem de ser o mesmo adotado pelos apóstolos, posto que agiam sob a ação direta do ESPÍRITO SANTO. Em Vista disso os Concílios da Igreja Católica de Hippona (Ano 393) - Cartago III (Ano 397) - entre outros, definiram a Bíblia Católica, que posteriormente foi confirmada nos Concílios de Florença (1442) e Vaticano (1870).
Sínodo  de  Jâmia(Jerusalém) : , (Os Judeus) não tendo aceitado JESUS COMO O MESSIAS, trataram de impedir que se fizesse a “aglutinação” de Livros “Cristãos" (Novo Testamento) aos Livros Sagrados deles. (Antigo Testamento) Por causa deste problema os Judeus de Jerusalém se reuniram no Sínodo de JÂMNIA, ao sul da Palestina, por volta do ano 100 depois de CRISTO, a fim de estabelecer os critérios que deveriam caracterizar os livros inspirados por DEUS. Foram estipulados os seguintes critérios: Primeiro: O Livro Sagrado não pode ter sido escrito fora de Israel. Segundo: Não em língua aramaica ou grega ou outra língua estrangeira. (Os Evangelhos foram escritos em GREGO) Terceiro: Não depois de "Esdras".                                                                                                                                                                                                   
O sínodo de Jâmia- movimento nacionalista farisaico considerava Simão como messias e líder.   
Vulgata – Versão São jerônimo.: Concílio de Roma (382), Hipona (393) e Cartago (397) podemos encontrar uma lista definitiva dos livros canônicos sendo descrita, e cada um destes concílios reconheceu a mesma lista do anterior [19]. A partir de então, não houveram mais disputas sobre o cânon bíblico. A Igreja Católica deu a sua definição final do cânon da Bíblia no Concílio de Trento em 1546 - nomeando os mesmos 73 livros que já haviam sido incluídos desde o século 4.  Lembrando que a primeira bíblia impressa (bíblia de Gutemberg) foi impressa 50 anos antes da reforma protestante já completa.
A Bíblia Oficial da Igreja Católica, continua sendo, até os dias atuais, a Vulgata de São Jerônimo. Por ocasião do Concílio Vaticano II,  o Papa Paulo VI estabeleceu uma comissão especial, por mandato do Concílio Ecumênico Vaticano II,  com a finalidade de revisar as diversas traduções bíblicas, para facilitar um texto que pudesse facilitar os estudos bíblicos, especialmente onde fosse difícil as consultas em bibliotecas especializadas.  Em 22 de dezembro de 1977,  o Papa Paulo VI assim expressou-se aos cardeais e prelados da Cúria Romana: 
"Se pensa em um texto - acrescentamos - que respeite a letra da Vulgata de São Jerônimo, quando este reproduz fielmente o texto original,  tal como resulta das atuais edições científicas;  será prudentemente corrigido quando se aparte dele ou não interprete corretamente,  empregando com efeito, a língua da  latinitas bíblica cristã, de forma que se harmonizem o respeito às tradições e as sãs exigências críticas do nosso tempo." (AAS 59, 1967, págs. 53 ss.). 
Versão Protestante (Bíblia de Geneva, de 1599) : Bíblia de Geneva, continham uma nota de renúncia declarando que os livros Apócrifos não eram inspirados. Algumas edições da Bíblia de Geneva, de 1599, foram publicadas sem os Apócrifos. A primeira edição da Bíblia de Geneva trazia notas marginais criticando o texto dos Apócrifos". Uma observação bem importante: a Bíblia "de Geneva" foi rejeitada pela Igreja da Inglaterra (responsável pela tradução da KJV). Os tradutores anglicanos, no prefácio, também atacaram e abertamente denunciaram esta outra tradução protestante, por abandonar as palavras eclesiásticas tradicionalmente aceitas: "Infelizmente, tivemos que evitar a escrupolosidade dos puritanos, que abandonaram as antigas palavras eclesiásticas, e se entregaram a outras, como quando usam 'lavagem' ao invés de 'batismo' e 'congregação' ao invés de 'Igreja'" (cf. o prefácio original da KJV de 1611, p. 11, chamado "Ao Leitor"). Foi exatamente por esse motivo que o pseudo-erudito rei Tiago da Inglaterra, em pessoa, declarou que a versão de Geneva era, para ele, "a pior coisa que já aparecera"  Segue a orientação da Bíblia do Sínodo de Jâmia .

Versão Protestante (VersãoKJV–Rei James(Tiago) 1611): Em 1615, o arcebispo George Abbott, membro da Corte de Alta Comissão e um dos tradutores originais da versão da KJV de 1611, "proibiu a qualquer um que publicasse uma Bíblia sem os Apócrifos, sob pena de um ano de prisão" (Moorman, Forever Settled, p. 183). Esta ordem mirava principalmente os possuidores da Bíblia de Geneva que, em 1599, fora impressa sem os deuterocanônicos. Quanto ao argumento de que "a primeira edição da Bíblia de Geneva trazia notas marginais que criticavam o texto dos Apócrifos", Consequentemente, o rei Tiago introduziu a versão do rei Tiago (KJV), que se aproximava muito da Bíblia de Geneve, exceto nas notas marginais, motivo de sua fúria. Assim, a versão do rei Tiago originou-se do desgosto do rei pelos breves, mas influentes, comentários doutrinais; ele considerava tais notas marginais uma ameaça política para o seu reino. Para finalizar, qual era a posição dos livros deuterocanônicos na KJV? Vamos, então, conhecer a posição do próprio rei Tiago sobre os livros "Apócrifos": "Quanto às Escrituras, nenhum homem duvide: crerei nelas; para os Apócrifos, farei o mesmo que os antigos fizeram: continuarão a ser impressos e obrigatórios em nossas Bíblias, serão lidos publicamente em nossas Igrejas; eu os reverencio como escrituras provindas de homens bons e santos, mas como não eram encontrados no cânon, temos deles lição secundária (secundae lectionis) ou ordinis" [Thomas Fuller, The Church History Of Britain, Oxford, 1845]. Sabemos que o rei Tiago tenha a intenção de ter os "Apócrifos" em sua Bíblia, tanto que ele mesmo criou um Comitê de Tradução com uma estrutura bem específica, composto por seis equipes de tradutores, cada qual com 47 homens. Três equipes eram responsáveis pelo Antigo Testamento, duas pelo Novo Testamento e uma, especificamente, pelos "Apócrifos".

Versão Protestante (João Ferreira de Almeida 1645):   
Nunca foi padre como muitos protestantes pregam, mudou propositalmente palavras como ídolos para imagens em suas traduções  e outras adpatações.

LISTA DE TODOS OS PAPAS DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA

 
2013- Atual : Francisco (Em um conclave de resultado surpreendente, os cardeais escolhem o cardeal de Buenos Aires Jorge Mario Bergoglio, que adota o nome Francisco. É o primeiro jesuíta a ser escolhido Papa)
2005 -2013 : Bento XVI (19/04/2005 - O cardeal alemão Joseph Ratzinger.) 
1978 - 2005: João Paulo II (Karol Woityl78: João Paulo I (Albino Luciani)
1978 - 1978: João Paulo I (Albino Luciani)
1963 - 1978: Paulo VI (Giovanni Battista Montini)
1958 - 1963: João XXIII (Angelo Giuseppe Roncalli)
1939 - 1958: Pio XII (Eugenio Pacelli)
1922 - 1939: Pio XI (Achille Ratti)
1914 - 1922: Bento XV (Giacomo Marchese della Chiesa)
1903 - 1914: Pio X (Giuseppe Sarto)
1878 - 1903: Leão XIII (Giocchino Vincenzo de Pecci)
1846 - 1878: Pio IX (Giovanni Conte Mastai-Ferretti)
1831 - 1846: Gregório XVI (Bartolomeo Cappellari)
1829 - 1830: Pio VIII (Francesco Saverio Castiglioni)
1823 - 1829: Leão XII (Annibale della Genga)
1800 - 1823: Pio VII (Luigi Barnaba Chiaramonti)
1775 - 1799: Pio VI (Giovanni Angelo Conte Braschi)
1769 - 1774: Clemente XIV (Lorenzo Ganganelli)
1758 - 1769: Clemente XIII (Carlo Rezzonico)
1740 - 1758: Bento XIV (Prospero Lambertini)
1730 - 1740: Clemente XII (Lorenzo Corsini)
1724 - 1730: Bento XIII (Pietro Francesco Orsini)
1721 - 1724: Inocêncio XIII (Michelangelo Conti)
1700 - 1721: Clemente XI (Giovanni Francesco Albani)
1691 - 1700: Inocêncio XII (Antonio Pignatelli)
1689 - 1691: Alexandre VIII (Pietro Ottoboni)
1676 - 1689: Inocêncio XI (Benedetto Odescalchi)
1670 - 1676: Clemente X (Emilio Altieri)
1667 - 1669: Clemente IX (Giulio Rospigliosi)
1655 - 1667: Alexandre VII (Fabio Chigi)
1644 - 1655: Inocêncio X (Giambattista Pamphili)
1623 - 1644: Urbano VIII (Maffeo Barberini)
1621 - 1623: Gregório XV (Alessandro Ludovisi)
1605 - 1621: Paulo V (Camillo Borghesi)
1605: Leão XI (Alessandro Ottaviano de Medici)
1592 - 1605: Clemente VIII (Ippolito Aldobrandini)
1591: Inocêncio IX (Giovanni Antonio Facchinetti)
1590 - 1591: Gregório XIV (Niccolo Sfondrati)
1590: Urbano VII (Giambattista Castagna)
1585 - 1590: Sisto V (Felici Peretti)
1572 - 1585: Gregório XIII (Ugo Boncompagni)
1566 - 1572: Pio V (Michele Ghislieri)
1559 - 1565: Pio IV (Giovanni Angelo de Medici)
1555 - 1559: Paulo IV (Gianpetro Caraffa)
1555: Marcelo II (Marcelo Cervini)
1550 - 1555: Júlio III (Giovanni Maria del Monte)
1534 - 1549: Paulo III (Alessandro Farnese)
1523 - 1534: Clemente VII (Giulio de Medici)
1522 - 1523: Adriano VI (Adriano de Utrecht)
1513 - 1521: Leão X (Giovani de Medici)
1503 - 1513: Júlio II (Giuliano della Rovere)
1503: Pio III (Francesco Todeschini-Piccolomini)
1492 - 1503: Alexandre VI (Rodrigo de Bórgia)
1484 - 1492: Inocêncio VIII (Giovanni Battista Cibo)
1471 - 1484: Sisto IV (Francesco della Rovere)
1464 - 1471: Paulo II (Pietro Barbo)
1458 - 1464: Pio II (Enea Silvio de Piccolomini)
1455 - 1458: Calisto III (Alfonso de Bórgia)
1447 - 1455: Nicolau V (Tomaso Parentucelli)
1431 - 1447: Eugênio IV (Gabriel Condulmer)
1417 - 1431: Martinho V (Odo Colonna)
1410 - 1415: João XXIII (Baldassare Cossa>
1409 - 1410: Alexandre V (Pedro Philargi de Candia)
1406 - 1415: Gregório XII (Angelo Correr)
1404 - 1406: Inocêncio VII (Cosma de Migliorati)
1389 - 1404: Bonifácio IX (Pietro Tomacelli)
1378 - 1389: Urbano VI (Bartolomeo Prignano)
1370 - 1378: Gregório XI (Pedro Rogerii)
1362 - 1370: Urbano V (Guillaume de Grimoard)
1352 - 1362: Inocêncio VI (Etienne Aubert)
1342 - 1352: Clemente VI (Pierre Roger de Beaufort)
1334 - 1342: Bento XII (Jacques Fournier)
1316 - 1334: João XXII (Jacques Duèse)
1305 - 1314: Clemente V (Bertrand de Got)
1303 - 1304: Bento XI (Nicolau Boccasini)
1294 - 1303: Bonifácio VIII (Bento Gaetani)
1294: Celestino V (Pietro del Murrone)
1288 - 1292: Nicolau IV (Girolamo Masei de Ascoli)
1285 - 1287: Honório IV (Giacomo Savelli)
1281 - 1285: Martinho IV (Simão de Brion)
1277 - 1280: Nicolau III (Giovanni Gaetano Orsini)
1276 - 1277: João XXI (Pedro Juliani)
1276: Adriano V (Ottobono Fieschi)
1276: Inocêncio V (Pedro de Tarantasia)
1271 - 1276: Gregório X (Teobaldo Visconti)
1265 - 1268: Clemente IV (Guido Fulcodi)
1261 - 1264: Urbano IV (Jacques Pantaleon de Troyes)
1254 - 1261: Alexandre IV (Reinaldo, conde de Segni)
1243 - 1254: Inocêncio IV (Sinibaldo Fieschi)
1241: Celestino IV (Gaufredo Castiglione)
1227 - 1241: Gregório IX (Hugo, conde de Segni)
1216 - 1227: Honório III (Censio Savelli)
1198 - 1216: Inocêncio III (Lotário, conde de Segni)
1191 - 1198: Celestino III (Jacinto Borboni-Orsini)
1187 - 1191: Clemente III (Paulo Scolari)
1187: Gregório VIII (Alberto de Morra)
1185 - 1187: Urbano III (Humberto Crivelli)
1181 - 1185: Lúcio III (Ubaldo Allucingoli)
1159 - 1180: Alexandre III (Rolando Bandinelli de Siena)
1154 - 1159: Adriano IV (Nicolau Breakspeare)
1153 - 1154: Anastácio IV (Conrado, bispo de Sabina)
1145 - 1153: Eugênio III (Bernardo Paganelli de Montemagno)
1144 - 1145: Lúcio II (Gherardo de Caccianemici)
1143 - 1144: Celestino II (Guido di Castello)
1130 - 1143: Inocêncio II (Gregorio de Papareschi)
1124 - 1130: Honório II (Lamberto dei Fagnani)
1119 - 1124: Calisto II (Guido de Borgonha, arcebispo de Viena)
1118 - 1119: Gelásio II (João de Gaeta)
1099 - 1118: Pascoal II (Rainério, monge de Cluny)
1088 - 1099: Urbano II (Odo, cardeal-bispo de Óstia)
1086 - 1087: Vítor III (Desidério, abade de Monte Cassino)
1073 - 1085: Gregório VII (Hildebrando, monge)
1061 - 1073: Alexandre II (Anselmo de Baggio)
1058 - 1061: Nicolau II (Geraldo de Borgonha, bispo de Florença)
1058 - 1059: Bento X (João de Velletri)
1057 - 1058: Estevão IX (Frederico, abade de Monte Cassino)
1055 - 1057: Vítor II (Geraldo de Hirschberg)
1049 - 1054: Leão IX (Bruno, conde de Egisheim-Dagsburg)
1048: Dâmaso II (Poppo, conde de Brixen)
1046 - 1047: Clemente II (Suidgero de Morsleben)
1045 - 1046: Gregório VI (João Graciano Pierleone)
1033 - 1046: Bento IX (Teofilato de Túsculo)
1024 - 1032: João XIX (conde de Túsculo)
1012 - 1024: Bento VIII (conde de Túsculo)
1009 - 1012: Sérgio IV (Pietro Buccaporci)
1003 - 1009: João XVIII (João Fasano de Roma)
1003: João XVII (Giovanni Sicco)
999 - 1003: Silvestre II (Gerberto de Aurillac)
996 - 999: Gregório V (Bruno de Carínthia)
985 - 996: João XV (?)
983 - 984: João XIV (Pedro Canipanova)
974 - 983: Bento VII
972 - 974: Bento VI
965 - 972: João XIII (João de Nardi)
964: Bento V
963 - 965: Leão VIII
955 - 964: João XII
946 - 955: Agapito II
942 - 946: Marino II (ou Martinho III)
939 - 942: Estevão VIII
936 - 939: Leão VII
931 - 935: João XI
928 - 931: Estevão VII
928: Leão VI
914 - 928: João X (João de Tossignano, arcebispo de Ravena)
913 - 914: Lando
911 - 913: Anastácio III
904 - 911: Sérgio III
903 - 904: Cristovão
903: Leão V
900 - 903: Bento IV
898 - 900: João IX
897: Teodoro II
897: Romano
896 - 897: Estevão VI
896: Bonifácio VI
891 - 896: Formoso
885 - 891: Estevão V
884 - 885: Adriano III
882 - 884: Marino I (ou Martinho II)
872 - 882: João VIII
867 - 872: Adriano II
858 - 867: Nicolau I
855 - 858: Bento III
847 - 855: Leão IV
844 - 847: Sérgio II
827 - 844: Gregório IV
827: Valentim
824 - 827: Eugênio II
817 - 824: Pascoal I
816 - 817: Estevão IV
795 - 816: Leão III
772 - 795: Adriano I
768 - 772: Estevão III
757 - 767: Paulo I
752 - 757: Estevão II
752: Estevão [II] (pontificado de apenas 4 dias)
741 - 752: Zacarias
731 - 741: Gregório III
715 - 731: Gregório II
708 - 715: Constantino
708: Sisínio
705 - 707: João VII
701 - 705: João VI
687 - 701: Sérgio I
686 - 687: Cônon
685 - 686: João V
683 - 685: Bento II
682 - 683: Leão II
678 - 681: Agatão
676 - 678: Dono
672 - 676: Adeodato II (ou Deusdedite II)
657 - 672: Vitaliano
654 - 657: Eugênio I
649 - 655: Martinho I
642 - 649: Teodoro I
640 - 642: João IV
638 - 640: Severino
625 - 638: Honório I
619 - 625: Bonifácio V
615 - 618: Adeodato I (ou Deusdedite I)
608 - 615: Bonifácio IV
606 - 607: Bonifácio III
604 - 606: Sabiniano
590 - 604: Gregório I Magno
579 - 590: Pelágio II
575 - 579: Bento I
561 - 574: João III
556 - 561: Pelágio I
537 - 555: Vigílio
536 - 537: Silvério
535 - 536: Agapito (ou Agapeto)
533 - 535: João II
530 - 532: Bonifácio II
526 - 530: Félix III
523 - 526: João I
514 - 523: Hormisdas
498 - 514: Símaco
496 - 498: Anastácio II
492 - 496: Gelásio I
483 - 492: Félix II
468 - 483: Simplício
461 - 468: Hilário (ou Hilaro)
440 - 461: Leão I Magno
432 - 440: Sisto III
422 - 432: Celestino
418 - 422: Bonifácio I
417 - 418: Zózimo
402 - 417: Inocêncio I
399 - 402: Anastácio I
384 - 399: Sirício
366 - 384: Dâmaso I
352 - 366: Libério
337 - 352: Júlio I
336: Marcos
314 - 335: Silvestre I
310 - 314: Melcíades
308 - 310: Eusébio
307 - 309: Marcelo I
296 - 304: Marcelino
282 - 296: Caio
274 - 282: Eutiquiano
268 - 274: Félix I
260 - 268: Dionísio
257 - 258: Sisto II
254 - 257: Estevão I
253 - 254: Lúcio I
251 - 253: Cornélio
236 - 250: Fabiano
235 - 236: Antero
230 - 235: Ponciano
222 - 230: Urbano I
217 - 222: Calisto I
199 - 217: Zeferino
189 - 199: Vítor I
174 - 189: Eleutério
166 - 174: Sotero
154 - 165: Aniceto
143 - 154: Pio I
138 - 142: Higino
125 - 138: Telésforo
116 - 125: Sisto I
107 - 116: Alexandre I
101 - 107: Evaristo
90 - 101: Clemente I
79 - 90: Anacleto (ou Cleto)
64 - 79: Lino
33 - 64: Pedro Apóstolo

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus




A devoção ao Sagrado Coração de Jesus surgiu no século XVII, quando Santa Margarida Maria de Alacoque, que era religiosa e vivia em um convento, recebeu a visita de Nosso Senhor, que apareceu a ela três vezes. A primeira foi em dezembro de 1673, a segunda em 1674 e a terceira em 1675, quando Jesus manifestou-se lhe com o peito aberto e apontando com o dedo seu Coração, exclamou:
"Eis o Coração que tem amado tanto aos homens a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor. E em reconhecimento não recebo senão ingratidão da maior parte deles".
Durante essas aparições, Jesus fez 12 grandes promessas às pessoas que fossem devotas de seu Coração Misericordioso e que participassem da Santa Eucaristia, comungando pela reparação dos pecados, toda primeira sexta-feira de cada mês, durante nove meses consecutivos.
Depois, em 11 de junho de 1899, o Papa Leão XIII consagrou todo o gênero humano ao Sagrado Coração de Jesus, afirmando ser esse o maior ato de todo o seu pontificado.
Dessa forma, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus difundiu-se por todo o mundo e foi recomendada por muitos Papas da Igreja. Muitos Santos, como São Francisco de Assis, Santo Inácio de Loyola, Santa Tereza D’Avila e outros, dedicaram terna devoção, admiração e adoração ao Sagrado Coração de Jesus.
Sua festa é comemorada na primeira sexta-feira após a festa de Corpus Christi, na oitava da Páscoa e todo o mês de junho, é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.
Em todas as Igrejas nas primeiras sextas-feiras, se fazem atos solenes de reparação, para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor que Jesus fez e faz por toda a humanidade. Devem ser dias de reparação pela frieza, desprezo e sacrilégios, que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte dos maus cristãos e dos que não acreditam em Jesus Cristo.
Hoje, o movimento do Apostolado da Oração ao Sagrado Coração de Jesus zela por essa devoção e a propaga pelo mundo todo.
Para que esta devoção acontecesse Jesus pede que seja feita:
a)     Consagração de um dia especial à festa do seu Sagrado Coração, na sexta-feira imediata à oitava do Santíssimo Sacramento.
b)    Meditação durante uma hora inteira, na quinta-feira  que precede a primeira sexta-feira de cada mês, sobre os sofrimentos de Jesus no Horto das Oliveiras.
c)     Recebimento, piedosamente preparado, da Sagrada Eucaristia, nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos,.
d)    Entronização solene da imagem do Sagrado Coração de Jesus em cada casa, para aí ser venerada por todos os que nela habitam.
Para que dessa devoção pudessem os homens colher as mais abundantes graças Nosso Senhor lhes fez, através de Santa Margarida Maria, as doze promessas:
1ª Promessa: Eu lhes darei as graças necessárias para cumprirem os deveres de seu estado.
"Sem Mim, disse Jesus, nada podeis fazer" (JO 15,5).
2ª Promessa: Eu darei paz às suas almas.
"Eu vos deixo a minha paz, eu vos dou a minha paz" (JO 14,27).
3ª Promessa: Eu os consolei em todas as suas aflições.
"Vinde a mim os que padeceis e andais angustiados, e eu vos aliviarei" (Mt 11,28).
4ª Promessa: Serei refúgio seguro durante a vida, e, sobretudo na hora da morte.
"Não vos deixarei órfãos"(Jo 14,18). "Tomar-vos-ei comigo, para que onde eu estou vós estejais também" (JO 14,3).
5ª Promessa: Derramarei abundantes bênçãos sobre seus empreendimentos.
"Poderoso é também para cumprir o que prometeu" (Rm 4,21).
6ª Promessa: Os pecadores acharão em Meu Coração a fonte e o oceano infinito de misericórdia.
"Quero a misericórdia e não sacrifícios; porque eu não vim chamar os justos, mas os pecadores" (Mt 9,13).
7ª Promessa: As almas tíbias tornar-se-ão fervorosas.
"Vim para que tenham a vida, e a tenham em abundância"(JO 10,10).
8ª Promessa: As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente à grande perfeição.
"Sede perfeitos como é o vosso Pai do céu"(Mt 5,48).
9ª Promessa: Abençoai os lares onde for exposta e honrada a Imagem do Meu Coração.
"Hoje entrou a salvação nesta casa" (Lc 19,9).
10ª Promessa: Darei os sacerdotes a graça de comoverem os corações mais endurecidos.
"Muito lhe foi perdoado porque muito amou" (Lc 7, 47).
11ª Promessa: As pessoas que propagarem esta devoção terão seu nome escrito para sempre no Meu Coração, e dele jamais será apagado.
"Eu não apagarei o seu nome do livro da vida, e o confessarei diante de Meu Pai e dos seus anjos" (Ap 3,5).
12ª Promessa: A GRANDE PROMESSA
"Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu coração, dar penitência final a todos os que comungarem na primeira sexta-feira em nove meses consecutivos... eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos, tornando-se meu Coração refúgio para eles na última hora.”
A certeza do Paraíso. Essa é a grande promessa de Nosso Senhor para os consagrados a seu Sagrado Coração.
O devoto do Sagrado Coração não morrerá no desagrado de Deus.
É possível que o devoto morra sem receber os últimos sacramentos? Sim, se não houver a necessidade de recebê-los. Mas, caso os sacramentos lhe sejam necessários para alcançar a Salvação, certamente os receberá.
E se a pessoa se desviar, perdendo sua devoção? Jesus é fiel em suas promessas. Essa alma certamente receberá Dele a graça da penitência final. Ademais, dificilmente uma pessoa que tenha a devoção ao Sagrado Coração de Jesus se afastará de seus caminhos.
E quem faz as 9 sextas feiras somente na intenção de garantir o céu? Ora, isso não seria uma devoção e sim outro sacrilégio que muito ofenderia Nosso Senhor!

Como praticar essa devoção
As 9 Primeiras Sextas Feiras – preparação à consagração
1º Receber a Santa Comunhão, na primeira sexta feira de cada mês, por 9 meses consecutivos. Participar da Santa Missa (completa). Sem a Santa Missa não há Eucaristia.
2º Aproximar-se da Sagrada Mesa, não só em estado de graça e sem más intenções, mas também com a intenção de honrar de modo especial o Sagrado Coração de Jesus, que pediu estas comunhões em reparação da ingratidão e do abandono de que é vítima por parte de tantas almas.
3º Renovar em cada comunhão a intenção de cumprir a devoção das primeiras sextas feiras a fim de obter o fruto da Grande Promessa, isto é, da penitência final.
Oração para todas as Sextas-feiras

Jesus meu, vos dou meu coração..., Consagro-vos toda minha vida..., em vossas mãos ponho a eterna sorte de minha alma... e vos peço a graça especial de fazer minhas nove primeiras sextas-feiras com todas as disposições necessárias para ser participante da maior de vossas promessas, a fim de ter a sorte de voltar um dia a ver-vos no céu. Amém.

Primeira Sexta-Feira: Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu coração, que meu amor onipotente concederá a todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de mês, durante nove meses consecutivos, a graça da penitência final, e que não morram em minha desgraça, nem sem receber os Santos Sacramentos, assegurando-lhes minha assistência na hora final. 
Oh! bom Jesus, que prometestes assistir em vida, e especialmente na hora da morte, a quem invoque com confiança vosso Divino Coração! Vos ofereço a comunhão do presente dia, a fim de obter por intercessão de Maria Santíssima, vossa Mãe, a graça de poder fazer este ano as nove primeiras sextas-feiras que devem ajudar-me a merecer o céu e alcançar una santa morte. Amém.

Segunda Sexta-Feira: Lhes darei todas as graças necessárias a seu estado. 
Jesus misericordioso, que prometestes, a quantos invoquem confiantes vosso Sagrado Coração, dar-lhes as graças necessárias a seu estado: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar, pelos méritos e intercessão de vosso Coração Sacratíssimo, a graça de uma terna, profunda e inquebrantável devoção a Virgem Maria.
Sendo constante em invocar a valiosa providencia de Maria, Ela me alcançará o amor a Deus, o comprimento fiel de meus deveres e a perseverança final. Amém.

Terceira Sexta-Feira: Porei paz nas famílias.
Abençoarei os lugares donde se venera a imagem de meu coração.
Jesus amantíssimo, que prometestes abençoar as casas onde se venera a imagem de vosso Sagrado Coração, eu quero que ela reine em meu lar; vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossos méritos e pela intercessão de vossa Santa Mãe que todos e cada um dos membros de minha família conheçam seus deveres; os cumpram fielmente e consigam entrar no céu, com as mãos repletas de boas obras.
Oh! Jesus, que vos empenhais em tirar de nossos lares as discussões, as enfermidades e a miséria!
Fazei que, nossa vida seja uma não interrompida ação de graças por tantos benefícios. Amém.

Quarta Sexta-Feira: Serei seu consolo em todas as tribulações. 
Jesus meu, que prometestes consolo a quantos a Vós recorram em suas tribulações: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar de vosso Sagrado Coração e do Coração Imaculado de vossa Mãe Santíssima a graça de vir ao Sacrário a pedir força e consolo quantas vezes me visitem as penas.
Oh! Jesus, oh! Maria, consolai e salvai aos que sofrem!
Fazei que nenhuma de suas dores os perda para o céu! Amém.

Quinta Sexta-Feira: Derramarei copiosas benções em todas os seus empreendimentos. 
Jesus meu, que prometestes abençoar os trabalhos de quantos invoquem confiantes vosso Divino Coração: vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossa Santíssima Mãe a graça de que abençoe meus estudos..., minhas provas..., meu trabalho..., e todos os trabalhos de minha vida. 
Renovo o inquebrantável propósito de oferecer-vos cada manhã ao levantar-me, e por intermédio da Santíssima Virgem, as obras e trabalhos do dia..., e de trabalhar com empenho e constância para engrandecer-vos e alcançar em recompensa o céu. Amém.

Sexta Sexta-Feira: Os pecadores acharão em meu coração um oceano de misericórdia
Sagrado Coração de Jesus, sempre aberto aos pecadores arrependidos: vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossos méritos infinitos e pelos de vossa Santíssima Mãe a conversão de quantos trilham o caminho do mal. 
Vos suplico, bom Jesus!, inundeis os seus corações de uma grande dor de haver-vos ofendido. Fazei que vos conheçam e vos amem.
Dispensai-me a graça de amar-vos mais e mais e em todos os instantes de minha vida, para consolar-vos e reparar a ingratidão de quem vos tem esquecido. Amém.

Sétima Sexta-Feira: As almas tíbias acharão fervor. As almas fervorosas chegarão logo a perfeição.
Sem vosso auxilio, Jesus meu, não podemos avançar no caminho do bem.
Senhor, por intermédio da Virgem Maria, vos ofereço a comunhão deste dia para que aviveis em minha alma o amor a vosso Coração Sagrado e concedais este amor a quantos não o sentem.
Ajudado de vossa divina graça lutarei, Senhor, para que cada semana..., cada mês..., avance um pouco na virtude que mais necessito. Amém.

Oitava Sexta-Feira: Darei a quantos trabalham pela salvação das almas o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
Sagrado Coração de Jesus, que prometestes inspirar aos que trabalham pela salvação das almas aquelas palavras que consolam, comovem e convertem os corações; vos ofereço minha comunhão de hoje para alcançar, mediante a intercessão de Maria Santíssima, a graça de saber consolar aos que sofrem e a graça de voltar a Vós, Senhor, aos que vos tem abandonado.
Doce Salvador meu, concedei-me e ajudai-me a salvar almas! 
São tantos e tantos os desgraçados que empurram aos demais pelo caminho do vicio e do inferno!
Fazei , Senhor, que empenhe toda minha vida em fazer melhores aos que me rodeiam e em levá-los comigo ao céu. Amém.

Nona Primeira Sexta-Feira: Guardarei recordação eterna de quanto uma alma haja feito para a maior glória de meu coração. Os que propaguem esta devoção terão seu nome escrito em meu coração, de onde não será apagado. 
Vos ofereço, Jesus meu, a comunhão do presente dia para alcançar a graça de saber infundir na alma de quantos me rodeiam ilimitada confiança em vosso Coração Divino.
Dai-me quanto necessito para levar a Vós aos que lutam..., aos que choram..., aos caídos..., aos moribundos... e dignai-vos, oh! Jesus!, escrever hoje meu nome em vosso Coração e dizer aos anjos que rodeiam vosso Tabernáculo: 
"Este nome é o de um devoto que, amando-me muito, quer consolar-me do esquecimento e ingratidão de tantos homens." Amém.

ORAÇÃO REPARADORA AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
(rezar toda 1ª sexta feira do mês, após comungar)
Divino Salvador Jesus, dignai-vos baixar um olhar de misericórdia sobre os vossos filhos que reunidos em um mesmo pensamento de fé, reparação e amor, vêm chorar a Vossos pés suas infidelidades e a de seus irmãos, os pobres pecadores. Possamos nós, pelas promessas unânimes e solenes que vamos fazer, tocar o Vosso divino coração e dele alcançar misericórdia para o mundo infeliz e criminoso e para todos aqueles que não têm a felicidade de Vos amar!
Daqui por diante, sim todos nós Vo-lo prometemos:
Do esquecimento e da ingratidão dos homens, …nós vos consolaremos, Senhor!
Do abandono em que sois deixado no santo tabernáculo,
Dos crimes dos pecadores,
Do ódio dos ímpios,
Das blasfêmias que se proferem contra Vós,
Das injúrias feitas à Vossa divindade,
Dos sacrilégios com que se profana o Vosso Sacramento do amor, das imodéstias e irreverência cometidas em Vossa presença adorável.
Da tibieza do maior número dos Vossos filhos,
Do desprezo que se faz a Vossos convites cheios de amor,
Das infidelidades daqueles que se dizem Vosso amigos,
Do abuso às vossas graças, das nossas próprias infidelidades,
Da incompreensível dureza do nosso coração,
Da longa demora em Vos amar,
Da nossa frouxidão em Vosso santo serviço,
Da amarga tristeza em que sois abismados pela perda das almas,
Do vosso longo bater às portas do nosso coração,
Das amargas repulsas de que sois vítima,
Dos vossos suspiros de amor,
Das vossas lágrimas de amor,
Do vosso cativeiro de amor,
Do vosso martírio de amor,
ORAÇÃO:      Divino salvador Jesus, que de Vosso coração deixastes escapar esta queixa dolorosa: “Eu procurei consoladores e não os achei”, dignai-vos aceitar o pequeno tributo das nossas consolações a assistir-nos tão poderosamente com o socorro da Vossa graça que para o futuro, fugindo cada vez mais de tudo o que Vos poderia desagradar, nos mostremos em tudo, por toda parte e sempre, Vossos filhos, os mais fiéis e devotados. Nós Vo-Lo pedimos por Vós mesmo que, sendo Deus, com o  Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais nos séculos dos séculos. Amém.

Oração pós comunhão - Santo Inácio de Loyola (rezar após cada comunhão)
Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me.
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me.
Não permitais que eu me afaste de vós.
Do espírito maligno, defendei-me.
Na hora da minha morte, chamai-me e mandai-me ir para vós para que, com os vossos santos, vos louve por todos os séculos dos séculos. Amém.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso! (3x)
Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos.
Peço Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.(3x)

Oferecimento do Dia
– ao Sagrado Coração de Jesus –
(rezar todos os dias)
Ofereço-vos, ó meu Deus, em união com o Santíssimo Coração de Jesus, por meio do Imaculado Coração de Maria, as orações, obras, sofrimentos e alegrias deste dia, em reparação de nossas ofensas e por todas as intenções pelas quais o mesmo Divino Coração está continuamente intercedendo e sacrificando-se em nossos altares. Amém.

Sagrado Coração de Jesus – Ladainha

(rezar todos os dias – após a consagração)
Senhor, tende piedade de nós. 
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
 
Senhor, tende piedade de nós.
 
Jesus Cristo, ouvi-nos.
 
Jesus Cristo, atendei-nos.
 
Deus Pai dos céus, R.: Tende piedade de nós.
 
Deus filho, redentor do mundo,
Deus Espírito Santo, 
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Coração de Jesus, filho do Pai eterno, 
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria,
 
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus,
 
Coração de Jesus, de majestade infinita,
 
Coração de Jesus, templo santo de Deus,
 
Coração de Jesus, tabernáculo do Altíssimo,
 
Coração de Jesus, casa de Deus e porta do céu,
 
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade,
 
Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor,
 
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor,
 
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes,
 
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor,
 
Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações,
 
Coração de Jesus, em que se encerram todos os tesouros da sabedoria e ciência,
 
Coração de Jesus, onde habita toda a plenitude da divindade,
 
Coração de Jesus, em que o Pai pôs toda a sua complacência,
 
Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos,
 
Coração de Jesus, o desejado das colinas eternas,
 
Coração de Jesus, paciente e de muitas misericórdias,
 
Coração de Jesus, riquíssimo para todos que vos invocam,
 
Coração de Jesus, fonte de vida e santidade,
 
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados,
 
Coração de Jesus, saturados de opróbrios,,
 
Coração de Jesus, triturado de dor por causa de nossos crimes,
 
Coração de Jesus, obediente até à morte,
 
Coração de Jesus, transpassado pela lança,
 
Coração de Jesus, fonte de toda a consolação,
 
Coração de Jesus, nossa vida e ressurreição,
 
Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação,
 
Coração de Jesus, vítima dos pecadores,
 
Coração de Jesus, salvação dos que esperam em vós,
 
Coração de Jesus, esperança dos que morrem em vós,
 
Coração de Jesus, delícia de todos os santos,
Cordeiro de Deus, que tirai os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor. 
Cordeiro de Deus, que tirai os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
 
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.
- Jesus, manso e humilde de coração. 
- fazei nosso coração semelhante ao vosso.
Oremos: Deus onipotente e eterno, olhai para o Coração de vosso filho diletíssimo e para os louvores e as satisfações que ele, em nome dos pecadores, vos tributa; e aos que imploram a vossa misericórdia concedei benigno o perdão em nome do vosso mesmo Filho Jesus Cristo, que convosco vive e reina, um só Deus com o Espírito Santo. Amém.

ENTRONIZAÇÃO - CERIMONIAL

No dia aprazado com antecedência, à hora determinada, e presente, sendo possível um sacerdote reúne-se à família inteira, no local onde a imagem deve ser benzida. O sacerdote de sobrepeliz e estola, procede deste modo à:

BENÇÃO DA IMAGEM
O Sacerdote procede deste modo à Benção da Imagem:
V. A nossa proteção está no nome do Senhor.
R. Que fez o céu e a terra.
V. O Senhor esteja convosco.
R. Ele está no meio de nós.

Oremos: Deus eterno Todo-Poderoso, não reprovais a escultura ou a pintura de imagens dos santos, para que à sua vista possamos meditar os seus exemplos e imitar as suas virtudes. Nós vos pedimos que abençoeis e santifiqueis esta imagem em honra e memória do Sacratíssimo Coração de Jesus. Concedei a todos os que diante dela desejarem venerar e glorificar o vosso Filho Unigênito, alcancem no presente a vossa graça e no futuro a glória eterna. Por Cristo, Nosso Senhor.

R. Amém.

O sacerdote asperge a imagem com água benta e todos os assistentes recitam em voz alta o Credo.
Se à entronização não pode assistir um sacerdote, a benção da imagem deve-se fazer antes.

ENTRONIZAÇÃO

O chefe da família toma então a imagem do divino Coração, coloca-a no trono de antemão preparado e vem ajoelhar-se com os demais para o:

ATO DE CONSAGRAÇÃO

Coração Sagrado de Jesus, que manifestastes à Bem-Aventurada Margarida Maria o desejo de reinar sobre as famílias cristãs: sobre a nossa viemos nós hoje proclamar aqui vossa realeza absoluta. Queremos viver doravante da nossa vida, queremos que floresçam no seio da família, aquelas virtudes, a que prometestes já neste mundo a paz; queremos desterrar para longe de nós o espírito mundano que Vós amaldiçoastes. Vós reinareis em nossos entendimentos pela simplicidade e nossa fé, reinareis em nossos corações pelo amor sem reservas, em que hão de alimentar com a recepção frequente da divina Eucaristia. Dignai-vos, Coração Divino, presidir as nossas reuniões, abençoar as nossas empresas espirituais e temporais, afastar de nós as angústias, santificar as nossas alegrias, e aliviar as nossas penas.
E se algum dia um ou outro de nós tiver a desgraça de vos desgostar, lembrai-lhe, Coração Santíssimo, que sois ainda bom e misericordioso para com o pecador arrependido.
E quando soar a hora da separação, quando a morte vier lançar no meio de nós o luto, nós todos, os que partem e os que ficam, seremos submissos a vossos eternos decretos. Consolar-nos-emos com o pensamento que há de vir um dia, em que toda a família, reunida no céu, possa cantar para sempre as vossas glorias e os vossos benefícios. Amém.
Digne-se o Coração Imaculado de Maria, digne-se o glorioso Patriarca São José, fazer-vos presente esta consagração e trazê-la a nossa memória todos os dias da nossa vida.

Viva o Coração de Jesus, nosso Rei e nosso Pai!

Depois da Consagração, o sacerdote diz de pé as orações seguintes:

Oremos: Ó Deus que no Coração de vosso Filho, ferido por nossos pecados, vos dignais prodigalizar-nos os infinitos tesouros do amor, nós vos rogamos que, rendendo-lhe o preito de nossa devoção e piedade, também cumpramos dignamente para com ele o dever de reparação. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor.

R. Amém.
ATO DE CONSAGRAÇÃO AO PURÍSSIMO CORAÇÃO DE MARIA

Santíssima Virgem Maria, Mãe da Igreja e da família cristã, Rainha do Céu e refúgio dos pecadores, nós nos consagramos ao Vosso Coração Imaculado. E, para que esta consagração seja realmente eficaz e duradoura, nós renovamos hoje, diante de Vós, as promessas do nosso Batismo e da nossa primeira Comunhão.
Nós nos comprometemos a professar corajosamente e sempre as verdades da Fé, a viver como católicos inteiramente submissos a todas as ordens do Papa e dos Bispos, em comunhão com Ele. Nós vos prometemos, finalmente, colocar o coração a serviço do vosso culto bendito, a fim de apressar, pelo Reino de Vosso Imaculado Coração, o Reino do Coração de vosso Filho, na nossa Pátria querida e no mundo inteiro. Assim seja.

Salve-Rainha...

JACULATÓRIAS

Sacratíssimo Coração de Jesus, tende piedade de nós (3x)
Coração Imaculado de Maria, rogai por nós!
São José, rogai por nós!
Santa Margarida Maria, rogai por nós!
Sacratíssimo Coração de Jesus, protegei as famílias!

BENÇÃO FINAL

Abençoe-nos ó Deus onipotente: Pai + Filho e Espírito Santo. Desça sobre nós e permaneça para sempre.

R. Amém!


Claudete Pletsch