sexta-feira, 6 de julho de 2012

Novo apelo de Bento XVI em defesa da família natural


Novo apelo de Bento XVI em defesa da família natural
12 de março de 2012
Por Robson Oliveira
http://humanitatis.net/?p=5751


A exortação do Papa durante a visita ad limina dos bispos americanos


CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 09 de março de 2012 (ZENIT.org) – Preocupação com a liberdade religiosa e total apoio à Igreja nos Estados Unidos, foram expressos pelo Papa Bento XVI durante a visita ad limina apostolorum dos bispos americanos. 


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Depois das Audiências dos meses anteriores (26 de novembro e 19 de janeiro 2012) esta manhã o Papa recebeu os bispos das Regiões VII, VIII e IX. Bento XVI teve a palavra logo após a homenagem do Mons. John Clayton Neintedt, arcebispo de Saint Paul e Minneapolis (Minnesota).


O Santo Padre acolheu a visita dos bispos como uma ocasião para refletir sobre “certos aspectos da evangelização da cultura americana à luz das dificuldades éticas e intelectuais do momento atual”.


Referindo-se ao tema de suaa visita pastoral nos Estados Unidos de15 a21 de abril 2088, Bento XVI descreveu como “evidente” o enfraquecimento na sociedade americana da instituição do matrimônio e a “difusa rejeição a uma responsabilidade e madura ética sexual, fundamentada na prática da castidade, que leva a graves problemas sociais com imensos custos humanos e econômicos”.


Recordando o beato João Paulo II, que na Familiaris consortio afirmava que “o futuro da humanidade passa pela família”, Bento XVI denunciou as “potentes correntes políticas e culturais que tentam alterar as definições legais do matrimônio”.


O Papa então reiterou a firmeza do magistério católico sobre o matrimonio como instituição “arraigado na complementaridade dos sexos e orientado para a procriação”. Defender tal concepção é então “uma questão de justiça”.


O Pontífice divisou a dificuldade da Igreja em ensinar com uma abordagem justa o sacramento do matrimônio. Uma dificuldade devida, sobretudo, aos “limites nas catequeses das últimas décadas, que não consegue comunicar a rica herança do ensinamento católico sobre o matrimonio como instituição natural, elevada por Cristo a Sacramento”.


Também na pastoral familiar e matrimonial, portanto, o retorno ao Catecismo da Igreja Católica e ao relativo Compendio, é fundamental.


Em nível prático, o Papa afirmou que partilha com os bispos a preocupação em relação a práticas como a “convivência”: vários casais são “inconscientes do fato que se trata de um pecado grave, para não dizer no dano que causa à estabilidade da sociedade”.


Neste sentido o Santo Padre encorajou os bispos americanos a desenvolver “normas pastorais e litúrgicas claras” que não se prestam à ambigüidade.


O Papa acrescentou sua apreciação em relação aos vários planos pastorais promovidos pelas dioceses americanas, a partir da Carta Marriage :Love and Life in the Divine Plan de 2009, até as iniciativas destinadas as pessoas em dificuldades familiares, “especialmente os divorciados e separados, as mães solteiras, as mulheres que contemplam o aborto, e as crianças que sofrem trágicos efeitos da separação dos pais”.


Deve ser redescoberta, a “virtude da castidade”, valendo-se de uma “visão integrada, consistente e elevada da sexualidade humana”. Uma visão bem mais rica e fascinante do que as “ideologias permissivas” que ao contrário, representam uma “potente e destrutiva forma de contra-catequese para os jovens”.


Os jovens devem encontrar a Igreja na sua “integridade” e nos “desafios de seus ensinamentos contraculturais”, na via do Catecismo que define a castidade como “a conquista do domínio de si, que é pedagogia para a liberdade humana” (n° 2339).


Em sua conclusão Bento XVI se deteve na pedagogia da infância, definindo a criança como “o grande tesouro e o futuro de toda sociedade”. Por este motivo é fundamental que cresçam “com uma saudável compreensão da sexualidade e do papel que é próprio nas relações humanas”.


(Tradução:MEM)