quinta-feira, 10 de maio de 2012

Modéstia e pudor Católicos



Modéstia e pudor Católicos
POR: NELSON CARVALHO    EM: 1 DE MAIO DE 2012





Tema pouco tratado hoje em dia, a modéstia e o pudor Católicos já se constituíram como uma marca de nossa Igreja. Eu o classificaria como parte da espiritualidade para o dia-a-dia.
A modéstia é uma virtude ligada a temperança e diz respeito às ações exteriores (especificamente roupas e vestuário) e a maneira e o recato na hora de se vestir.
Já o pudor está ligado aos olhares, os gestos, os vestidos, as conversações, todo um conjunto de circunstâncias ligadas com o impulso sexual.
De uma maneira bem grosseira, poderíamos encarar as regras relacionadas a este assunto como o que se considera hoje na sociedade moderna como “discrição”. Alguém que observar a modéstia e o pudor sempre passará como alguém discreto.
Mas qual a relevância da modéstia e do pudor no século XXI?
Apesar de toda a evolução tecnológica da sociedade pós-moderna devemos considerar que sofremos um enorme empobrecimento filosófico e espiritual. Somos miseráveis nestes pontos hoje. E se ambicionamos para nós mesmos um crescimento espiritual significativo não podemos prescindir de oração e modéstia.
A modéstia pode ser considerada como o bê-a-bá da ascese, pois nos apresenta inúmeras possibilidades de mortificação no corpo e nos olhos. Uma coisa simplíssima e de fácil aplicação e que está – diga-se de passagem – totalmente em acordo com as escrituras (ou seja, no linguajar protestante é bíblico).
Existe um sem número de pontos que apoiam a prática da modéstia e o pudor para o dia-a-dia do Católico e um pequeno artigo como este não seria suficiente para abordá-los . Mas poderíamos nos lembrar recordando que já no livro do Gênesis existem algumas indicações da aprovação de Deus pelo sentimento do pudor quando lemos: “lhes fez o Senhor Deus ao homem e sua mulher túnicas de peles, e os vestiu” (3,21). Ainda no Antigo Testamento mas agora no livro do Eclesiástico temos um texto referindo-se aos olhares: “não lances os olhos daqui e dali pelas ruas da cidade, não vagueis pelos caminhos solitários. Não fixe demasiadamente sua atenção na virgem, e não cairá em armadilhas por sua causa”. Aqui verificamos o incrível espaço de que dispomos para a mortificação dos olhares, desde o amanhecer até o por-do-sol. Tal prática é grandemente salutar para que cresçamos na espiritualidade e elevemos mais nossos espíritos a Deus, tirando-os de nossos corpos.
Esta breve postagem sugere ao leitor que experimente observar melhor a maneira com a qual se veste, a discrição com suas janelas e com os olhares, buscando sempre fugir de olhares humanos e buscando encontrar o Divino através da oração interior (sugiro o terço, mas pode ser qualquer outra). Façam essa experiência durante uma semana e depois avaliem seus resultados.




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